Pode acreditar: protestar adianta! Faça como um jovem carioca que saiu sozinho
na Avenida Atlântica com um cartaz antiguerra. Proteste como muitos restaurantes
alemães, suíços e russos que não servem mais nada que venha daquele país (aquele,
você sabe qual...). Proteste, não compre nada deles; use a linguagem que eles
entendem.
Não deixe o general texano ganhar sozinho o Nobel da guerra. Lute também, em
outros frontes. É do nosso envolvimento (ou da falta dele) que nascerá as bases para
uma sociedade mais justa ou ainda mais perversa. Ouça o apelo do mundo: não o
abandone nessa hora. Proteste!
Ficou muito claro que esta invasão se deve a motivos econômicos (petróleo,
indústria bélica), políticos (supremacia, reeleição) e psiquiátricos (desequilíbrio
mental). A questão é: permitiremos este maSAQUE ao povo e ao petróleo alheio?
Calados assistiremos, mais uma vez, ignorarem nossos corações, degolarem nossas
gargantas e ainda saírem por aí rindo, com o dinheiro que nós (povos de todo o mundo)
demos a eles? Permitiremos isso?
Não sintam que sua voz não vale nada. Isso é o que eles querem que você sinta.
A realidade é que a sua, a nossa voz ecoa cada vez mais alto. E o peso dessa voz é
incalculável. Eles fingem não ligar, mas as centenas de prisões de manifestantes que
eles fizeram em seu território (dois ex-prêmios nóbeis da paz, inclusive, presos pelos
“nóbeis da guerra”) demonstram veementemente o contrário. Somos os soldados da
paz e fazemos a diferença!
Mudamos o mundo cada vez que surramos nossos filhos e cada vez que
fazemos-lhes um agrado. Resta saber que tipo de mudança queremos e se temos
coragem para realizá-la.
Se agitem, protestem. O efeito político de nossos atos se vê com o passar do
tempo, ao longo da história. Protestem. Em passeatas, manifestações, em forma de
BOICOTE, em conversas, textos, REPASSANDO mensagens como esta a todos que
conhece, também para órgãos de imprensa (inclusive estrangeiros), fóruns de
discussão, sites; imprimindo-as para colocar em locais públicos de circulação, como
murais... O importante é que você proteste, que nós protestemos. Se não nos
envolvermos com o mundo, com o que nos envolveremos? Proteste! Nosso
envolvimento não será em vão nem sentiremos vergonha por não termos lutado!
André Setti.