Jorge Paim
escreveu
Espero que além
de condenar (justamente) os americanos, os cidadãos desse país
também passem a condenar o terror existente no Iraque.
Perfeito.
Nenhum tipo de terrorismo é bem vindo. O problema é que estamos
frente a uma realidade, a guerra eua_x_iraque, e creio que esse é o
nome do grupo de discussão. Essa guerra representa uma agressão
dos EUA a um povo outrora amigo e que se hoje é governado por um
meliante, esse meliante foi fabricado e amplamente financiado pelos
EUA para chegar onde chegou. Saiba que Saddam
Hussein é cidadão honorário de Detroit, Michigan, EUA. O
Bush está se utilizando da imagem de um Saddam que aprendeu a ser
crápula com os antecessores de Bush, incluindo o seu pai. Esse
Saddam a que você se refere, e que cometeu crimes incríveis com o
seu povo, na época em que o fez era amicíssimo da Casa Branca e
graças a essa amizade conseguiu armamentos de todos os tipos,
inclusive aqueles censurados pela Convenção de Genebra. Acontece
que nessa época era economicamente interessante aos
norte-americanos manterem a população do Iraque sob o jugo de um
assassino. Hoje, sob a farsa de estarem atrás desse ex-gangster da
quadrilha dos Bushs, estão massacrando a mesma população que
dizem defender. Esperam que o mundo aceite essa desfaçatez, esse
genocídio, esse infanticídio, essa loucura do presidente de um país
que vem demonstrando representar a escória da humanidade, pois que
está pouco se lixando com a libertação de povo algum, mas tão
somente em amealhar riquezas roubadas de países do terceiro mundo.
EUA é um Império de Papel (dólar) e somente será rico enquanto
os políticos e agiotas do resto do mundo valorizarem esse papel,
pois suas riquezas naturais já foram quase que totalmente exauridas
e a moral deste povo não vale hoje nem 10 cents de dólar.
Jorge Paim: Segue
abaixo reportagem da VEJA. Certamente alguns, como sempre, vão
dizer que tudo é mentira.
Bem, eu
particularmente não tenho nada contra a Veja. Simplesmente não
divulgo matérias da Veja em meu site porque elas perdem a validade
em uma semana e os links acabam ficando inativos. Alguns aqui dizem
que a Veja estaria a serviço de Bush, mas hoje em dia é muito difícil
comprovar ou negar essa acusação, pois a imprensa mundial
transformou-se num caos total, a partir da imprensa da escória do
mundo. Somos todos uns desinformados e essa é a única verdade que
a imprensa consegue nos passar.
Jorge Paim: A
esses talvez somente as imagens das reportagens de Roberto Cabrini,
ainda pelo SBT, no pós-guerra do Kuwait possa mostrar parte das
atrocidades ali cometidas e que parece estar sendo
"legitimada" por muitos por causa do histórico (também
nada bom) dos EUA.
Pois é,
ficamos com a meia-verdade, e em muitos casos seria melhor ficarmos
sem nada. Enquanto a mídia estiver nas mãos do facínora e
assassino internacional Bush, fica muito difícil saber se é
verdade o que ele diz sobre o gangster que eles próprios criaram.
Que o Saddam não presta eu não tenho a menor dúvida, pois do
contrário ele não teria conseguido fazer parte da quadrilha dos
Bushs, assim como o Bin Laden.
Jorge Paim: Lembro
que o ditador Saddam Hussein já fez com que seu país entrasse em
duas guerras meramente territoriais que levaram à morte uma
quantidade estúpida de vidas humanas inocentes (estima-se em quase
1 milhão de pessoas).
Uma dessas
guerras foi financiada pelos EUA, que na época transformou o Iraque
na quarta potencia militar do mundo (obviamente, com lucros incríveis
e roubados da população do Iraque). Quanto à outra (a primeira
"guerra da mentira" ou do Golfo), ainda hoje estão
morrendo kuwaitianos graças à utilização pelos EUA de armas
proibidas pela Convenção de Genebra. Ou seja, eles invadem o
Iraque, dentre outros motivos espúrios, porque o Saddam não está
pagando royalties pela utilização de armas que os assassinos
norte-americanos inventaram. Não sei se a Veja já noticiou algo
desse tipo, mas são notícias que circulam o mundo e são
aparentemente insuspeitas. Lembro ainda que a CNN, imprensa da
coalisão, já confirmou que os EUA estão utilizando armas
proibidas nesta guerra atual, inclusive químicas. A Veja já
noticiou isso?
Jorge Paim: O
mundo sequer deu importância ao fato. Todos pensam : "Isso é
problema deles interno e lá mesmo se resolve", assim como
muitos outros países africanos.
O mundo está
repleto de problemas, mas ou confiamos na ONU ou tentamos protestar
para que a ONU se modifique, e quero crer que esse grupo de discussão
está evoluindo nessa direção, mas isso leva muito tempo e via de
regra dá pouquíssimos resultados. O que não podemos é admitir
que um crápula da pior espécie chamado Bush, presidente do país
que mais matou inocentes em toda a história da humanidade, venha
querer passar por justiceiro e guerrear em nome de Deus, a exemplo
de Hitler, outro facínora, se bem que de porte bem menor do que o
Bush, pois não dispunha da tecnologia atual.
Jorge Paim: É
certo que os EUA são culpados pela criação de muitos desses
ditadores, mas sobre eles ainda recai algum controle de
racionalidade, pois é inaceitável (nos dias de hoje) para a
opinião pública deles qualquer ato que represente destruição em
massa de civis inocentes.
A escória da
humanidade (EUA) está pouco se incomodando com a morte de
inocentes. Isso é propaganda enganosa para inglês ver. Aliás, os
inglêses já
estão com o pé atrás com respeito a essa escória, e só não
voltam atrás
porque um inglês jamais admite que errou. Mas essa amizade não vai
durar
muito tempo. Racionalidade dos EUA? Isso é piada. Esse povo só
pensa em
dólar.
Jorge Paim: A
questão agora é saber qual é menos pior para a humanidade.
Mandar o Bush
para uma Corte Internacional de Guerra e a seguir para a guilhotina.
Mas isso não acontecerá antes do facínora decretar a III Guerra
Mundial, EUA × Resto do Mundo.
Nesse ponto,
Jorge Paim reproduz a reportagem da Veja.
Não consegui
ler a reportagem inteira (mais tarde irei ler no papel, pois sou
assinante da revista). Pelo que vi, conta-se a história pela
metade. Os filhos de Saddam aprenderam com o pai, que importou para
o seu país a impunidade observada entre os facínoras
norte-americanos. Aliás, o que os filhos de Saddam fizeram com a
população de seu país difere muito pouco do que alguns militares
brasileiros, que aprenderam táticas de tortura nos EUA, fizeram com
milhares dos chamados "subversivos" dos anos da revolução
militar. Eu tenho colegas de turma (medicina da Usp, 1968) que
ficaram totalmente abobados e despersonalizados. Um de meus colegas
está desaparecido até hoje. Nos anos 80 conheci pessoalmente
alguns desses facínoras dos anos 60 e 70 e eles confirmavam com a
maior cara de pau tanto o aprendizado nos EUA quanto a satisfação
que sentiam ao torturarem universitários. Pois nessa época (anos
60 e 70) eu era um alienado, como muitos dos que aqui aparecem, e
defendia essa corja de pretensos donos do mundo. Mas um dia eu
acordei para a realidade e percebi que eu era um privilegiado. Como
escrevi numa dedicatória
(1993): "eu sou um 'privilegiado': tenho o privilégio de
conviver com a miséria sem ser um miserável, como tenho o privilégio
de usufruir da safadeza sem ser um salafrário." Foi então que
comecei a batalhar com a única arma que disponho: a palavra.
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Alberto