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PARAR A GUERRA DO SR. BUSH E

APOIAR O CONSUMO CONSCIENTE

 

José Carlos de Araújo

Este artigo foi postado no newsgroup uol.politica.internacional.guerra, da Usenet brasileira, em 27 de março de 2003 e está sendo reproduzido com autorização expressa do autor.

 

 

 

 

Meu nome é José Carlos. Tenho 50 anos. Pretendo viver pelo menos mais 50. Uma linda namorada que adoro. Maria Fernanda. Um filho maravilhoso chamado Thiago Terra de 11 anos. Mãe, irmãos e sobrinhos. Um monte de amigos e filhos de amigos. Cachorro, gato, mas não coloco passarinho na gaiola. Moro atualmente em São Paulo - Brasil - América do Sul.

Esta atitude é para acordar e emocionar vocês, sim. Vocês que são sonhadores, poetas, artistas, formadores de opinião, trabalhadores ou desempregados, patrões ou operários, negros, brancos ou amarelos, crentes em Deus ou não, pessoas sensíveis no mínimo.

Quando nasci, teoricamente já não havia guerra mundial. Entretanto, quando cresci, acordei-me em choque com a atrocidade humana na guerra do Vietnã. Bastou uma foto de uma criança, chorando, correndo, nua queimada pelos gases químicos das bombas jogadas pelos americanos, no Vietnã.

Fidel e Che Guevara disseram não ao Tio San e o povo cubano absurdamente, por quase cincoenta anos, paga até hoje por esta atitude de libertação e independência, mas, com a cabeça erguida embora a mídia internacional tente nos mostrar o contrário.

Havia ainda o espectro do comunismo que os americanos tanto tempo se utilizaram para dominarem e demonstrarem sua capacidade de liderança absurdamente arrogante ao mundo. A guerra Fria. O temor da Bomba Atômica. O medo do mundo se converter em 1984. O Grande Irmão (Big Brother), que separaria o mundo e o controlaria através do seu poderoso olho. Kafka que, em O Processo, preconizava situações reais absolutamente surreais. Mas depois veio o muro de Berlim, a reunificação das Alemanhas. O fim da Guerra Fria. O fim da União Soviética. O início da Globalização. E se instalou a terceira guerra mundial velada, através das bolsas de valores e de falcatruas em balanços, promovidas por capitalistas inescrupulosos. Uma guerra capaz de destruir empresas e países em questão de segundos, através de manipulações contábeis e especulações financeiras. Multinacionais americanas instalam-se no país prometendo empregos como se fosse favor mas, o que na realidade trazem são robôs fabricados por outras multinacionais que roubam o emprego da nossa gente.

Não obstante este problema atroz, um cidadão se elege (?) presidente num país paradigma mundial. Elege-se sem maioria, numa votação escusa. E faz da guerra, do matar, da arrogância, a sua única bandeira. E é ouvido - e é apoiado - pelo congresso, pela população americana e pelos seus representantes. A quem realmente ele está prestando contas agora? Aos magnatas do petróleo? Às industrias armamentistas? Ao seu povo que não consegue admitir estar em plena decadência econômica face ao Euro e a Europa relativamente forte?

Eu absolutamente não concordo com a sua posição. Eu discordo frontalmente das suas idéias, da sua truculência, da noção de invadir outro país, de matar, de se apoderar. Eu não o considero o meu representante. Eu não votei no Sr. Bush. Eu nunca votei nele para me representar. Se ele se acha o meu representante, ou o representante do mundo, peço, mundialmente o seu IMPEACHMENT INTERNACIONAL.

Esse cidadão NÃO TEM O MEU AVAL. Quero tornar isso público e notório. Eu votei no Sr. LUIZ IGNÁCIO LULA DA SILVA, que quer acabar com a fome (não importa se a forma é a mais correta ou não), fazer viver - e não matar. E se ainda assim tivesse votado no Sr. JOSÉ SERRA, tenho plena convicção que este também estaria no mesmo caminho da vida, com métodos diferentes talvez, não importa isto aqui.

O meu caminho de contestação é simplório, caipira, simples mesmo. Pequeno e gigantesco ao mesmo tempo. Não aceito a violência como meio de conseguir o que quer que seja. E convido todos vocês, pessoas simples ou letradas, operários ou acadêmicos, velhos e moços, poetas e sonhadores - a seguirem o mesmo caminho: o do repúdio inconteste a este cidadão - que não é e nunca foi nosso representante - sem, entretanto, qualquer ato de violência.

O caminho a ser seguido é o do consumo consciente.

Basta você - no seu dia a dia - só consumir itens e serviços de países que não apóiam a guerra, que não apóiam a violência e nem a truculência com relação a outros povos.

  • Troque a marca do seu refrigerante, tome água, suco de laranja ou no máximo um guaraná, pare de beber coca-cola ou pepsi-cola;

  • Não abasteça seu carro em postos de bandeira americana;- Troque sua marca de cigarros por uma não americana,
    ou pare de fumar se for o caso;

  • Não compre nada, absolutamente nada, que tenha uma marca americana;

  • Evite cinema com filmes americanos. Tem filmes italianos, brasileiros, cubanos, franceses, argentinos ótimos você sabia?;

  • Troque a marca do seu carro por uma marca francesa, alemã talvez, coreana  quem sabe.

Esta é a única linguagem que esse povo entende: a linguagem do dinheiro. E que, se todos nós deixarmos de consumir produtos e serviços de marcas americanas, a pressão interna das empresas deles será maior que a nossa força de lamúria, reclamação e contestação. Do meu bolso, nenhum centavo irá mais para qualquer marca americana. As empresas americanas perderão negócios e faturamento pelo fato deste senhor ensandecido estar querendo me representar globalmente.

Querendo matar em meu nome. OPA. EM MEU NOME NÃO SR. BUSH.

Elas, as empresas, é que se movimentem para o IMPEACHMENT INTERNACIONAL  desse cidadão. Eu não: como vocês, a quem conclamo, simplesmente deixo de consumir e passo a pedir para que as empresas americanas sofram uma abrupta queda de consumo. Que tenham uma forte queda de DEMANDA GLOBAL - e sintam, através da queda do seu faturamento, o reflexo da postura do seu presidente. E que passem a lutar, internamente, contra esta situação.

E por favor, não me venham com o argumento que isso vai gerar mais desemprego. Claro que não. Fortaleceremos a Industria Nacional isto sim, que passará a produzir mais, vender mais e gerar mais empregos ainda, pois obviamente ela ainda não tem o mesmo equipamento avançado que essas multinacionais trazem para, desta forma sim tirar o emprego da nossa gente.

Conclamo, a todos que a este manifesto tiverem acesso, seus amigos e parentes, a adotarem a mesma atitude de CONSUMO CONSCIENTE, evitando sob qualquer circunstancia, o consumo de marcas americanas. Coma no boteco da esquina ou na carrocinha de cachorro quente, mas não vá a qualquer Mc Donalds. Nada de tênis Nike. Nada de gasolina Esso. Fechem suas contas no Bank Boston e no Citibank. Cortem tudo, tudo, absolutamente tudo que possa alimentar o American Way of Life, hoje muito mais American Way of War and Death.

Desta simples forma, sem qualquer violência, estaremos contribuindo para um planeta melhor. Não seremos coniventes com essa guerra estúpida, que um presidente eleito de forma escusa (sem a maioria dos votos) está desenhando contra pessoas inocentes, só para garantir petróleo a preço barato (para o país deles é claro) e valorizar as ações da família, concentrada em empresas de armamento bélico e petróleo.

Somos milhões, bilhões de usuários da Internet. Se mandarmos uma, duas cópias ou mais para amigos, adaptadas com nossos nomes e nossos sonhos no início desse manifesto, sensibilizaremos um planeta  inteiro em questão de dias, de horas talvez.

Espero que todos ajudem a mudar o caminho para onde esse cidadão está nos levando. Não acredite que somos pequenos diante dos poderosos.

Proponho o IMPEACHMENT desse senhor que pretende nos representar SEM A NOSSA AUTORIZAÇÃO, numa atitude que pode ser considerada, além de IMPERIALISTA, no mínimo FASCISTA.

Outra coisa para quem achar que sou ingênuo demais: Sei muito bem que Saddam é outro assassino e ditador (cria dos próprios EE.UU.) também. Não é esse o caso. Estamos aqui falando de legalidade e respeito as leis internacionais que nem um e muito menos o outro dão a mínima. Se não gritarmos por respeito agora não nos deixarão nem ao menos chorar pela nossas florestas e pela nossa água depois. Pensem nisso e boa sorte para todos nós. Ah. Não esqueçam nunca que vinte anos de ditadura militar em nosso país e na América Latina de uma forma geral,  foi patrocinada pelos mesmos que hoje se julgam guardiões da Democracia e da Liberdade.

(Não importa quem escreveu esse texto. Coloque seu nome e seus sonhos e mande para seus amigos. Peça para que eles façam o mesmo.) (Vamos fazer esse senhor brincar de mocinho e bandido dentro da casa dele, com a família dele e pessoas da sua laia) Se você tem um site, adapte com seus dados e link este texto na sua página. Se preferir imprimir e colar em um lugar de concentração de pessoas, faça. Acredite que você é capaz. Grite. Manifeste-se. Apareça. Participe para que tenhamos um mundo melhor. Não deixe nunca seus filhos cobrarem essa atitude de vocês um dia. Vamos gente. Ainda dá tempo. Mexa-se.

 

 

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