Espaço Científico Cultural

CHAMBERLAND E O PARAÍSO PERDIDO

 

1a. Parte - Chamberland
capítulos I a XII

Capítulo I

        PRÓXIMA parada: ¾ estação Bresser. Animal não anda de metrô, pensei; ou quem sabe anda? Não! Aquele almofadinha deve estar indo para o seu palacete num Monza; e com motorista particular. Selvagem é a... Ops! É aqui que eu desço.

        Transportei meus pensamentos por cinco ou seis quarteirões. O vazio se dissipara, deixando lugar a um misto de revolta e indignação. Maldito Rodrigo! Ainda há pouco me convencera a digerir um curso de macrobiótica. Vamos lá, disse ele, o Simão assistiu e disse que é jóia. A macrobiótica cura até câncer. Lazarento! Aidético! Levei uma semana pra me encorajar a comer carne; e só porque a carne é yang! Pode? Agora ele me vem com esta conferência. E o filho da puta nem veio! Deixou-me só com os selvagens de Chamberland.

        Cruzei com a turma da Alpargatas: homens, mulheres, crianças, brancos, mulatos e negros. Centenas de pessoas num corre-corre alucinado, parecendo um... estouro de boiada?... Não! É gente boa, ajudando o Brasil a crescer. Esta frase eu já ouvi em algum lugar! Tinha até crianças de colo. Eles não tem casa própria, não têm um salário decente, não têm onde deixar seus filhos... Enfim, não têm,... mas existem. Ou não? Selvagens? Pois sim!

        Atrás da massa, o contraste: a lua de Chamberland. Linda, cheia e provocante. Convidou-me ao amor mas... com quem? Aninha amava Rodrigo que amava Simão que amava Glorinha; e Glorinha amava José que não está na história...; e eu sobrei!

        Andei mais uma centena de passos e comecei a divisar a Faculdade São Judas Tadeu. Foi então que acordei para a minha realidade: segunda-feira começa o Cursinho. Pois é, este ano tem vestibular e eu quero entrar na USP. Não é por nada não. A São Judas é mais perto de casa, aí eu tenho muitos amigos ¾quem sabe algum hoje me dê carona para a Vila?¾ mas sabe como é,... a USP é de graça.

Capítulo II

        ASSIM era João, um jovem de apenas 17 anos. Não gostava de diversões vulgares como futebol, bilhar, fliperama, telenovelas, etc; em compensação não perdia uma exposição, fosse ela de arte ou científica; assistia a cursos, a palestras, a concertos etc, o que lhe desenvolvera um espírito crítico aguçado. Administrava quase toda a sua energia em atividades culturais.

        Em essência não diferia dos demais indivíduos de sua idade: era chegado numa paquera, não perdia uma festa de aniversário, adorava uma roda de chope, apesar de sua menoridade e, em geral, topava qualquer parada. Não era estudioso mas absorvia com muita facilidade o que era transmitido na sala de aula; graças a isso levava a escola numa boa.

        Rodrigo acompanhava João em suas andanças. Cresceram juntos e um laço de afetividade muito grande os unia. Uma queda de Rodrigo para o ocultismo, ficção e coisas do gênero, provocava um certo embaraço entre os dois. Nada muito grave: briguinhas de adolescentes.

        Glorinha era irmã de Rodrigo. Uma gata e dois senões, segundo João. Primeiro senão: era irmã de seu melhor amigo. Segundo senão: o amor de Simão por Glorinha era de dar dó; e tanto mais quanto menos correspondido.

        Simão era o mais velho do restrito círculo de amizade do dia-a-dia. Já estava na Faculdade. Seu interesse maior era por Glorinha e não pelos dois pivetes. Usava-os. A admiração de Rodrigo por Simão tendia ao exagero e João temia por um possível desvio de sexualidade do amigo.

        Ah, quase ia me esquecendo! Aninha era irmã de João.

Capítulo III

        PASSEI pelo segundo estouro da boiada: a saída da São Judas. Uns raros coroas cercados de jovens por todos os lados. Moças bonitas aqui, moças... Surpresa: o fusca do Caneco estacionado na Taquari. Será que ele sai agora?

        Percorri rapidamente o saguão da Faculdade, olhos atentos em direção à rua Marcial, onde ficava o bar do seu Joaquim. Na Marcial uma moto quase me atropelou. Resmungava alguma coisa quando ouvi:

        ¾ Jonas, você por aqui? ¾ era a voz de Rodrigo.

        Virei.

        ¾ Jonas é a p... Glorinha!!! Que surpresa agradável! Oi, Rodrigo!

        Sentada naquela banqueta, Glorinha era só pernas. E que pernas? Bendito calor!

        ¾ Vamos sentar numa mesa, ¾falei. Glorinha ali era um perigo, uma afronta.¾ Jair, uma loura para nós.

        ¾ Eu vou tomar coca-cola, ¾disse Glorinha.

        ¾ E uma coca também, ¾gritei.

        Estávamos lá há mais de meia hora quando Rodrigo, refeito da bronca que dei nele, murmurou com ar de satisfação:

        ¾ Simão vem vindo.

        ¾ Oi, Caneco, senta aqui, ¾falei tão logo se aproximou.

        ¾ Oi, gente! Como vai o Cursinho, João? ¾disse Simão enquanto olhava meio encabulado para Glorinha.

        ¾ Começa segunda-feira, ¾respondi.

        ¾ Já não é sem tempo. Eu já estou com saudades das férias. ¾Aumentou o tom de voz e disse: ¾ Jair, dois pedaços de pizza e um copo.

        ¾ Uma jarra é melhor, ¾gritei.

        11:00 horas. Quarteto completo.

        Primeira bateria,
        vira, vira, vira,
        vira, vi...

        Uma hora. Jair começou a colocar as cadeiras de pernas para o ar, sobre as mesas.

        Sexta bateria,
        vira, vira, vira,
        vira, vi...

Uma e trinta. Seu Joaquim não parava de pigarrear. Simão já estava mais à vontade com Glorinha

        Oitava bateria,
        vira, vira, vira,
        vira, vi...

        ¾ Ei! Ninguém pediu a conta! ¾resmungou Simão.

        ¾ Menor não pode beber depois das duas, ¾falou seu Joaquim, olhando para mim e Rodrigo.

        ¾ Oh, raios! I num ié qui u tempu pessou? ¾brincou Simão enquanto calculava o prejuízo. E dirigindo-se a Rodrigo e a mim: ¾ Pois pois, dêem-me cá trizentos quebrais novos queda um.

Capítulo IV

        A PAES DE BARROS passava por nós a 100 por hora. ¾ Árvores malucas! ¾bradei. Na altura da Jumana havia uma Kombi; havia uma Kombi na altura da Jumana e... quase! O Caneco é bom de direção, pensei; contraria todas as estatísticas da Rodoviária.

        ¾ Dá-lhe Simão! ¾exclamei, vibrando com a espetacular passagem pelo sinal vermelho.

        ¾ Ti...res...sarata véia daviniii...da, japão maruco! ¾gritou Rodrigo em misto de "japonês" com "mooquês".

        Com a manobra arriscada, Glorinha foi jogada por cima de Simão e, tremendo de medo, aí ficou. Como conseqüência, Simão se extasiou e as árvores começaram a passar mais rápidas: 110 quilômetros por hora. Mais que isso o fusqueta não dava.

        Três minutos após, uma brecada.

        ¾ Tchau, gente, bons sonos pra todos! Thanks pela carona, Simão!

Capítulo V

        SÁBADO.

        Acordei com ressaca. E a orgia do dia anterior me atormentava. Irresponsáveis como nós, quantos há em São Paulo? Mortes? Quantas ainda não causei por puro acaso? Vidas? Quantas me são ainda reservadas? Quantas vezes mais, prostrado, arrependido, aqui estarei sofrendo?... Nenhuma?... Por Deus, tomara!

       Era ainda muito cedo, mas custei a adormecer novamente. Feita essa profissão de fé, rolei por entre as cobertas, e aí fiquei mergulhado em pensamentos conflitantes. Até que fui hipnotizado por um ressoar longínquo:

Chamberland...   Chamberland...    Chamberland...

Capítulo VI

       PORQUE era sábado, João precisava acordar cedo. Às dez em ponto reunir-se-ia com o Grupo de Jovens do Colégio em que se diplomara. Não era um grupo de carolas, como possa parecer. Longe disso, era uma forma de manter os jovens ocupados, coesos e, conseqüentemente, afastados dos vícios.

       João era veterano do grupo e fora encarregado de fazer uma palestra de recepção aos novos membros. A palestra seria à tarde, após o lanche que costumavam fazer no Colégio. Era isso que o preocupava. Não a palestra em si, posto que João era versátil e houvera se preparado com afinco durante a semana. Mas incomodava-o o seu comportamento dual. Questionava-se sobre se seria correto esconder, dos novos colegas, o seu lado irresponsável, selvagem, carnal, mostrando apensa sua face íntegra, humanitária, religiosa.

Capítulo VII

       ¾ JOÃOZINHO, acorde, ¾ ouvi ao longe a voz de minha mãe aflita, ¾ já são quinze pras nove.

       ¾ Heim?...

       ¾ Acorde, Joãozinho, são quinze pras nove ¾ A voz soou mais forte agora, seguida de uma sacudidela em meu ombro.

       ¾ O quê?... Ah... Já estou acordado, ¾ falei enquanto de um salto me punha sentado.

       ¾ Estou lhe chamando há quinze minutos e você nem se mexia.

       ¾ Dormi pouco esta noite.

       ¾ Eu sei. Vi a hora que chegou. Aposto que esteve a noite toda com aquele seu amigo Rodrigo. Não vou com a cara dele.

       ¾ Mas porque, mãe? ¾ falei enquanto me dirigia ao banheiro. ¾ Aninha, sai logo daí que eu preciso escovar os dentes, ¾ e permaneci no hall esperando.

      ¾ Fale baixo, filho, seu pai ainda está dormindo. Ele chegou depois de você. Teve uma noite agitada com os funcionários da cantina.

      ¾ Pô, ele ainda não aumentou os salários? Já tava na hora dele pagar melhor aqueles coitados, não?

      ¾ Pssssiu! Baixe essa voz. Seu pai já não está de bom humor; se ele ouve essas coisas, fica uma fera.

      ¾ Ah, o coroa não é tão mau assim. ¾ E batendo na porta, falei: ¾ Aninha, eu tenho pressa; o Euvaldo está me esperando. ¾ E baixando a voz: ¾ Mãe, por que você não gosta do Rodrigo?

      ¾ Porque a família dele é de espíritas.

      ¾ Ora, mãe, isso já era. O negócio hoje é ecumenismo. Somos todos irmãos em Deus.

      ¾ Eu sei, mas assim mesmo não gosto, ¾ acrescentou minha mãe.

      ¾ Pô, Aninha, até que enfim! Tô apertado pra escovar os dentes. ¾ E entrei rapidamente no banheiro.

Capítulo VIII

      FRANCISCO, pai de João, era filho de camponeses imigrantes. Comeu o pão que o diabo amassou, como diz o ditado popular. Ainda jovem, veio de Barretos para São Paulo e empregou-se no Banco Francês e Italiano, atual Sudameris. Não deu! Após muitas cabeçadas foi trabalhar na feira com um seu primo. aí conheceu Rosalinda, por quem se apaixonou. Reuniu uma grana, casou e teve dois filhos: João e Aninha. De grão em grão, mais alguma grana ajuntou e abriu uma cantina no Brás. Foram muitos os aborrecimentos iniciais e só por milagre a cantina não fechou. Mas hoje ela vai de vento em popa. Seu crédito atual, junto ao Sudameris, não é dos piores; e Francisco está prestes a realizar um velho sonho: morar na Paes de Barros.

Capítulo IX

      AO CHEGAR EM CASA, meu pai assistia o programa do Chacrinha. Sentei-me na sala. No primeiro intervalo comercial o velho abaixou o volume e se dirigiu a mim:

      ¾ Olá, filho, como foi o encontro?

      ¾ Foi legal!

      ¾ Conseguiu falar tudo o que você preparou ontem à tarde?

      ¾ Sim. Falei até demais. A garotada é boa e o Euvaldo fez uma apresentação que me deixou bastante à vontade.

      ¾ Segunda-feira começa o cursinho, não é?

      ¾ É.

      ¾ Pois eu ainda acho que você devia prestar o vestibular da São Judas. Até lá nós estaremos morando na avenida Paes de...

      ¾ Ô pai, de novo? Eu quero entrar na USP.

      ¾ Mas por quê?

      ¾ Porque é de graça.

      ¾ Mas quem paga sou eu! E de mais a mais, se você entrar na USP eu vou ser obrigado a lhe comprar um carro! Do jeito que está o preço da gasolina, vai ficar muito mais caro.

      ¾ Tá bom, pai, eu vou pensar.  ¾ Meu pai acabara de me convencer a tentar a USP. Será que ele me dá um Escort? Não, não precisa tanto. Pensando bem, eu me contento até com o fusqueta do Simão.

      ¾ Taí um grande homem...  ¾ Meu pai interrompeu meus pensamentos, elevando o som da televisão que agora estava no canal 4; ¾ chegará a ser Presidente. ¾ Era uma entrevista com o Sílvio Santos sobre a sua possível candidatura a prefeito de São Paulo.

      ¾ Queridos, vamos jantar. ¾ gritou minha mãe.

      ¾ Isso se ele conseguir um partido ¾ acrescentei.

      ¾ Ele tem grana suficiente para fundar um partido, filho. ¾ E desligando a televisão, acrescentou: ¾ Vamos. A pizza está esfriando.

Capítulo X

      DOMINGO.

      ¾ Joãozinho, vem pra mesa, o almoço vai ser servido.

      ¾ Tô indo, mãe... Oi, pai, numa nice? Aninha, você está no meu lugar.

      ¾ Eu cheguei primeiro. E aqui só tem lugar o pai e a mâmi.

      ¾ Bah, essas crianças! ¾ falei enquanto me sentava.

      ¾ Eu não sou mais criança. Já tenho quase quinze anos.

      ¾ Quase... não senhora. Até novembro falta muito.

      Aninha tentou balbuciar algumas palavras, sem conseguir. Engoliu em seco o que queria dizer, arrastou a cadeira e saiu da mesa aos berros. Mamãe foi atrás da menina.

      Silêncio.

      ¾ Você não pode tratar a sua irmã desse jeito, ¾ falou o coroa. ¾ Se o seu avô estivesse entre nós, que Deus o tenha, você iria ver o que é bom pra tosse. A mesa é um lugar de respeito.

      ¾ Ô, pai, isso é coisa do tempo do onça ¾ acrescentei sem saber exatamente o que isso significava.

      Mais silêncio.

      Rosalinda! Deixa essa menina e põe a mesa, ¾ gritou o velho.

Capítulo XI

      A PRIMEIRA VEZ que vi João foi no Instituto de Física da USP, há dois anos. Fui me inscrever para um Curso de Física Aplicada à Biologia. Lá estava João tentando convencer a secretária a aceitar sua matrícula. Não foi aceito. O curso era destinado a graduados ou universitários da área.

      O rapaz ficou desconsolado e instintivamente puxei conversa com ele:

      ¾ Não se desespere, isso é normal. Não será a última vez que lhe fecham alguma porta. Prossiga. Outras se abrirão.

      Tentei lhe contar uma experiência semelhante mas João se despediu e virou as costas.

      Aconteceu no Instituto de Física Teórica da rua Pamplona. Procurei me inscrever num curso de pós-graduação. Há já bastante tempo sou autodidata em Física e desde que deixei de exercer a medicina procuro desenvolver esta aptidão com mais afinco.

      ¾ O senhor é formado em quê? ¾ perguntou-me o encarregado do setor.

      ¾ Medicina ¾ respondi.

      ¾ Não vai ser possível.

      ¾ Quer dizer que vocês só aceitam graduados em Física? ¾ perguntei com ar de espanto.

      ¾ Não. Nossos alunos devem ser graduados em Física e também em Matemática.

      Coisas do Brasil. Einstein, aqui, não seria aceito pois era apenas matemático. E o que dizer dos médicos Gilbert, Galileu, Galvani, Young, Mayer, Szent-György, etc. etc. etc.... ?

Capítulo XII

      ESTES EXERCÍCIOS estão muito fáceis. Deixe-me ver: Um operário ganha Cz$ 5.400 por 12 dias de trabalho; quanto receberá por 21 dias de trabalho? Acho que se ele tomar dois cafezinhos por dia e um pão com manteiga, o que sobrar não dará para a condu...

      ¾ Não estude depois do almoço, querido. Isso faz mal pra saúde.

      ¾ Eu sou bastante jovem, mãe. E o doutor Eurico disse que não conhece ninguém que morreu de tanto estudar. Essa história não está com nada.

      ¾ É, mas não vale a pena abusar. Dá um tempo.

      ¾ Essa apostila é muito fácil, mãe. São questões do primeiro grau. É a apostila zero do Cursinho, uma espécie de lição de férias.

      A tardinha sai para me encontrar com o Rodrigo. A idéia de ganhar um carro não me saia da cabeça. A esta altura estava preferindo uma moto; uma XL 125 ou 250. O Rodrigo precisava saber.

      ¾ Você acha que sua mãe vai concordar com a idéia da moto? ¾ questionou Rodrigo ¾ Ela é meio quadradona.

      ¾ Tem que concordar. A primeira etapa vai ser convencer o meu pai. Você sabe quanto custa a XL 250?

      ¾ Pô! Uma XLona ia ser a glória, ¾ respondeu Rodrigo. ¾ Deve estar por volta...

      ¾ Por falar em glória, quem é o almofadinha que vem vindo com a Glorinha?

      ¾ É um tal de José. Eu já lhe falei sobre ele. Os dois foram ao cinema. Parece que estão namorando. O cara é cheio da nota, mas não me parece que esteja com boas intenções.

      ¾ Olha lá! O pulha está se despedindo dela do outro lado da rua! ¾ bradei. ¾ Está entrando no carro. Não quis nem atravessá-la. Eu acho que você tem razão: ele está nos evitando.

      ¾ Quer saber, João, ¾ retrucou Rodrigo, ¾ ela tem dezoito anos, é maior de idade, vacinada, e parece que está feliz da vida.

      ¾ Isso lá é verdade. Mas se esse cara aprontar com a Glorinha nós vamos dar um chega pra lá nele...

      ¾ Oi garotos, aposto que estavam falando mal do José ¾ interrompeu-me Glorinha, toda sorrisos.

      ¾ Oi, Glorinha, como vai? Imagine se eu ia falar mal de alguém que nem conheço ¾ pisquei para Rodrigo. ¾ Mas você podia ter-nos apresentado...

      ¾ Fica para outro dia. O José é gente fina, mas meio encabulado.

      ¾ Gente fina? ¾ questionou Rodrigo. ¾ Aposto que nem lhe comprou um saquinho de pipocas no cinema.

      ¾ Glorinha sorriu e acrescentou: ¾ Vocês não sabem o que é isso. A vida para vocês resume-se numa roda de chope. Tchau, babies! ¾ Entrou e nos deixou falando sozinhos.

      ¾ De qualquer forma, o pulha está fazendo bem para a Glorinha, ¾ falei. ¾ Ela está mais linda do que nunca.

      ¾ Gente fina!... Encabulado!... Vigarista, isto sim, ¾ emendou Rodrigo.

 

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Capítulo XIII

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