eletron1.gif (12490 bytes)

frames

O Elétron Emissor de Informações Eletromagnéticas

1. Resumo e Abstract
2. Introdução
3. Campo Eletromagnético Estático
4. Campos eletromagnéticos estacionários
5. O elétron emissor de radiação eletromagnética
6. A energia das radiações eletromagnéticas
7. O componente material das radiações eletromagnéticas
8. Bibliografia

 

 Alberto Mesquita Filho
Este artigo será brevemente publicado na revista
Integração ensino-pesquisa-extensão
© 1999 - Direitos autorais requeridos
Reprodução proibida para fins comerciais

 

5. O elétron emissor de radiação eletromagnética

//////Ao passar do repouso para um estado de movimento uniforme (translação ou rotação) o elétron sofre ou um impulso ou um torque, o que significa dizer que durante certo tempo é submetido a uma aceleração. Sendo esta aceleração constante, o elétron ficará sujeito a um aumento linearmente crescente de sua velocidade (linear ou angular) e o efeito reflete-se numa modificação adaptativa do teor de i.e.m. emitidas. A transição entre o campo primitivo e o novo campo a se instalar é, portanto, gradativa. Esta zona de transição, comentada ao nos referirmos à figura 2, tem espessura diferente de zero, é proporcional à duração da aceleração e propaga-se pelo espaço na velocidade c das i.e.m. Temos, então, um campo mutante como que a promover, gradativamente, a transformação do campo primitivo no campo atualizado, este último a traduzir o novo comportamento do elétron; e isto nada mais é do que a chamada radiação eletromagnética.

//////Com grande freqüência constata-se, em laboratório, que a radiação eletromagnética transporta energia. Ora, o que seria essa energia? Seria algo além das i.e.m.? O campo eletromagnético contém energia?

//////A energia, em física clássica, nada mais é do que um construto de alto nível a retratar o princípio da equivalência entre os fenômenos naturais: "duas transformações equivalentes a uma terceira são equivalentes entre si" (MESQUITA, 1993, capítulo V). O caráter relativo da energia assim definida faz-se presente por toda a física clássica e isto fica bastante nítido em mecânica, tanto na conceituação da energia cinética quanto na conceituação da energia potencial; mostra-se um pouco confuso em termodinâmica, pois retrata meramente uma equivalência entre calor e trabalho, jamais uma identidade entre energia mecânica e energia térmica (MESQUITA, 1995b), o que nem sempre fica claro para o principiante; e existe ainda a energia estudada em teorias clássicas de campo, a retratar também uma equivalência entre transformações promovidas ora pelo campo, ora por processos outros, jamais uma identidade entre a energia do campo e a energia mecânica. Enfim, é um artifício que funciona e a traduzir uma possível identidade ou, então, a existência de variáveis escondidas.

//////O campo, sem dúvida alguma transporta, como vimos, informações a traduzirem-se por efeitos mensuráveis. Em determinadas condições experimentais consegue-se demonstrar que os campos de algumas radiações eletromagnéticas mostram efeitos a sugerir a aplicação do princípio da equivalência acima enunciado. Estudaremos, nos itens a seguir, aspectos relacionados a alguns desses efeitos, em virtude de relacionarem-se a um possível caráter mecânico-energético das radiações eletromagnéticas.