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2. Modelo matemático do campo de um
elétron
Vamos admitir inicialmente que o elétron possa ser
representado matematicamente por sua posição P = P(x,y,z) associada a um
versor
, que
retrata aspectos qualitativos de sua estrutura interna, e por um escalar K responsável
pela quantificação dos fenômenos eletromagnéticos relacionados ao mesmo. Seja ainda
um campo definido,
em um ponto Q = Q(x,y,z) exterior ao elétron, através da expressão:
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(1) |
sendo r a distância de P a Q. Definirei
ainda os campos x i e bi, de um elétron i, relacionados ao que chamarei
efeitos elétrico (x) e magnético (b), por:
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e |
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(2) |
sendo que Ä
opera entre dois vetores originando um terceiro quantificado pelo produto escalar ou interno
entre os mesmos, e cuja direção é a do segundo vetor, ou seja, aquele que, na
expressão considerada, aparece à direita de Ä .
Direi então que x i é o produto vetorial interno entre os vetores Ñj i e
i e, afim de evitar confusões, direi que bi é o produto vetorial externo entre
os mesmos vetores, conquanto seja, nada mais, nada menos, que o produto vetorial
clássico.
É interessante observar que a função j
, dada por (1), goza das seguintes propriedades:
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(3) |
ou seja, é possível definir um vetor
tal que
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(4) |
Desenvolvendo as expressões (2)
relativas aos produtos vetoriais x i e bi obtém-se:
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(5) |
Existem, em teoria, dois agrupamentos
infinitesimais de eletrons extremamente interessantes:
a) o elemento de superfície da povoado por dn = s da eletrons cujos
são paralelos entre si e
perpendiculares à superfície;
b) o elemento de volume dV povoado por dn = r dV eletrons também paralelos entre si.
Decorre de (5), e admitindo-se a validade do princípio de
superposição, que os campos de efeitos elétricos dx
e magnéticos db das populações
infinitesimais assim definidas, são:
a) Elemento de Superfície
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(6a) |
b) Elemento de Volume
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(6b) |
Os elementos da
e dV, da maneira como foram definidos, representam uma ponte entre o microcosmo, ou
o mundo das partículas elementares, e o universo no qual as equações de Maxwell
adquirem importância prática. Desta forma, se pensarmos numa superfície esférica
fechada composta por elementos da, obtemos, pela integração das expressões (6a)
um campo b = 0 e um campo x matematicamente idêntico ao campo E de uma carga coulombiana,
quando no exterior da esfera [4]. Por outro lado, se
efetuarmos a integração de dV dado por (6b), para um fio retilíneo e de
espessura infinitesimal e tal que os
se orientem segundo seu eixo, chegaremos
a um campo x = 0 e a um campo b matematicamente idêntico ao campo B da lei de
Ampère-Laplace. Apesar deste parentesco matemático deve-se notar que os campos x e b de
quaisquer agrupamentos de eletrons são conceitualmente, e portanto
físico-matematicamente, distintos dos campos E e B da teoria de Maxwell.
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