From: "SMMT" Newsgroups: pt.ciencia.geral Subject: Re: Velocidade da luz... Date: 2 Oct 2000 10:49:01 +0100 > O "frame rate" do software é o número de imagens por segundo. sim. > Portanto, um filme é uma sequência de imagens. > A realidade filmada com uma Camcorder fica gravada com 25 imagens por > segundo. > Se na reprodução do filme eu aumentar o "frame rate" vejo o filme mais > rápido. > Se diminui o "frame rate" vejo tudo em câmara lenta. Ver em camera lenta não é o mesmo que a luz ser lenta. Ver em camera rápida não é o mesmo que a luz ser rápida. É supondo a iguladade da velocidade da camera à velocidade da luz , que concluis que a velocidade da luz é mais rápida para o observador em movimento... É esta igualdade que eu não vejo muito bem como será justificável. E por isso ao me parece linear a conclusão. Ha algo que tu supões , que eu não suponho, que não me leva a concorda 100% ctg. > No exercício temos: > A realidade física das explosões e vamos imaginar que essa realidade é > transmitidas por um televisor, imagem a imagem, com um tempo certo entre > cada imagem. > > No final, vamos concluir que cada observador vai ver essas imagens com > intervalos de tempo diferente. > Um vê o filme mais depressa e o outro vê mais devagar. Repara no que escreveste : "Cada observador irá ver essas imagens com intervalo de tempo diferente" (1) Esta é a conclusão , que tu proprio fazes , que Eisntein tb fez , que o levou a considerar que o intervalo de tempo não é uma constante , mas depende da velocidade do referencial ... ou seja, o tempo não é absoluto. E isto é a base para Tempo Proprio , T; tempo observado pelo observador , Tempo relativo , t , tempo observado por outro observador noutro referencial , dilatação do tempo : conclusão devida a t > T pq segundo a metemática relativista t = gamma T . O gamma é um factor encontrado depois . Mas o mecanismo leva-nos a concluir que t e T são diferentes. Ou seja, os intervalos de tempo para o observador na terra são diferentes dos do observador em movimento.(digamos que está numa nave , não me lembro se referias onde ele estava ) > > >You will see in the exercise that a "frame" correspond to a distance. > > > > não sei se te aprecebes que com esta frase estás a dizer que a velocidade > da > > luz é constante. > > Claro que a velocidade da luz é constante. Das duas uma , ou a velocidade é constante , ou não é :-) Se não é , e depende da velocidade , então c tem de ser função de v c=f(v) O que acho que te referes é à velocidade da luz observada no referencial em movimento c' No referencial Terra , a velcodiade da luz é c , mas no referencial em movimento é c'. Tu dizes que c' é diferente de c. certo ? > O que está em questão é a velocidade medida por cada observador, que a TR > diz ser sempre igual, independentemente da velocidade do observador. Essa é > que é a grande questão. Vejamos... Na Terra Seja L a distância entre a terra e o centro da galáxia a luz demora T tempo a viajar de lá até cá. a velocidade é portanto c = L / T Na Nave A luz demora t tempo a atingir a nave Mas a distância percorrida não é L , é L-vt portanto a velocidade da luz é c' = (L - vt) / t) = L/ t - v Acho que concordarás. Acho que concordarás tb que é por esta razão que dizes que c' é diferente de c. Mas é que t não é igual a T .. tu mesmo concluiste isso.. donde t / T não é 1 e portanto c' = c T / t - v Do enuciado v = k c , k = 0,5 Mas das conclusões do teu raciocinio a taxa de imagens , o "frame rate" , é tb 0.5 , 50% donde c ' = c 0.5 - 0.5 c = 0 A velocidade da luz para o observador em movimento é nula ... estranho... não ? > > >Thus, "frame rate" is indeed a velocity. > > > > Ah! ok... assim já me entendo. :-)) > > É a velocidade com que passa o filme (rápido ou lento). Mas esta não é a velocidade relativa da luz medida pelo observador em movimento. > > >The integral in order of time of the "frame rate" is the measured light > > >speed for each observer. > > > > é isto que eu não entendo. > > Ora o "frame rate" é uma velocidade. > > o integral de uma velocidade em ordem ao tempo é uma posição > > "Frame rate" é imagem a imagem. Lá atras disses-te que era o numero imagens por unidade de tempo. ( 25 imagens por segundo ) > > > concluis que a velocidade da luz não é independente da velocidade do > > observador. > > ou seja, que a velocidade da luz é dependente da velocidade do > observador... > > Claro que sim. > Então isso não é uma contradição do segundo postulado da relatividade que > diz que a velocidade da luz é independente da velocidade do observador? Seria se a velocidade da luz pudesse ser medida pelo frame rate... é isso que eu não tou a ver bem ... e além disso c' =0 é um pouco estranho... É que dizes que " Cada observador irá ver essas imagens com intervalo de tempo diferente" (1) e depois falas da diferença da velocidade da luz... Das duas uma , ou é o tempo ou é a velocidade , que é diferente.... A conclusão de (1) não vai contra os postualdos da relatividade. Nem contra a constância da velocidade da luz Não posso responder nem sim , nem não , à tua pergunta.neste momento. > Era mesmo essa a conclusão que eu queria chegar. > Como podes ver a TR parece que vale ZERO. Nem por isso, já que chegas-te à mesma conclusão (1) que Eisntein O teu raciocinio é em tudo igual ao dele. Apenas assumes que c tem um valor para o referencial Terra e outro valor para o outro. Mas deposi falas da diferença dos tempos... o que me deixa baralhado... Eisntein manteve a cosntancia e alterou o tempo de absoluto para relativo. > > o que podes concluir é que o observador em movimento não recebe a > informação > > com o mesmo intervalo que o observador na terra > > Nem com a mesma velocidade. > Um vê o filme em câmara rápida e o outro em câmara lenta, por assim dizer. Sim. Mas isso deve-se a tempos diferentes , e não a velocidade da luz diferente. Se a luz tivesse uma velocidade diferente no referencial em movimento , a cadência das imagens até poderia ser a mesma se encontrassemos um factor k adquado em v = kc Eisntein inclui-o uma coisa que tu não incluiste ,e que tlv por isso as conclusões sejam diferentes ... não sei... Ele incluio informação na frente de onda. Informação temporal. A imgam vinha de um relogio. e cada frame tinha uma hora diferente. Dai o frame rate era o mesmo que um time rate ( tempo sobre tempo ) .. como o frame rate era diferente , ele concluio que o tempo não é absoluto. A cadencia temporal não é sempre 1s / s , mas pode ser alterada. Foi o que ele achou... mantendo c cosntante. Agora tu dizes-me que c não é invariante e que mesmo assim o frame rate é diferente.. então não sei... nada é invariante ? > > >thus the 2nd postulate of SRT must > > >be wrong. > > > > esta conclusão , não me parece à primeira vista , muito linear... > > Foste tu mesmo que acabaste por concluir que sim. Onde ? Eu ainda não disse que estava de acordo com a conclusão . O meu problema é que não identifico a velocidade da camara com a velocidade da luz , mas sim com a "velocidade temporal". ( 1 s/s ) ... talvez por isso não tenha percebido a historia do "integral do frame rate" E por isso a tua conclusão não me parece evidente , nem linear. Como é que justificas que a "velocidade da camara" mede a velocidade relativa da luz ? > > É que se for , este probelma não é mais que a base para a definição do > > conceito de Tempo Proprio, Tempo relativo e dilatação do tempo ( tempo > > > tempo proprio ).... > > Nope. > É a velocidade do filme. > O filme é luz transmitida em imagens, mais rápido ou mais lento. disses-te bem . É luz trasmitida em imagem que passam a velocidade diferente. Não é a luz que passa, são as imagens dela. ( por isso o eisntein usou um relogio, ele queria que cada imagem contivesse informação diferente , para as poder destinguir fisicamente ) > Pensa bem no assunto e diz-me qualquer coisa. Ok. Mas preliminarmente , isto é o que me salta à vista. > Em sci.physics.relativity disseram-me que era "Doppler Shift" > Mas não é porque a realidade é um contínuo sem "frames". > As "frames" aqui foi só para poder colocar os pontos no devido sítio. eles disseram isso, suponho , pq se considerares o esquema dual deste , ou seja: a nave parada , e a terra e a o centro da galáxia moverem-se a 0.5c no sentido oposto , então tem um corpo , o centro da galáxia a emitir luz e a aproximar-se de ti. E portanto , Doppler suponho que seja a isso que eles se referiam. Mas tens razão , o efeito Dopller não é chamado para aqui. Estamos a detectar luz , não a tentar descobrir qual a sua "cor" :-) ===== Isto é caso para perguntar : O que acontece ao "Doppler shift" quando lhe tiramos a física ? :-))) LOL