Subject: Re: Velocidade da luz... Newsgroups: pt.ciencia.geral From: "SMMT" Date: Fri, 13 Oct 2000 22:07:11 GMT Eu já estava a estranhar .. isto táva a corre demasiado bem ... > 1) Fundamentos da MQ: > Com respeito aos fundamentos da MQ, ou muito me engano ou chegastes a > posicionamentos finais e irredutíveis, quase como a decretares o > término do nosso diálogo. Se o fiz , não era minha intenção. Não posso decretar o fim de nada , quando nem sequer sei qual é o objectivo final.. isto é só uma conversa.. acabará quando nada mais houver a dizer... ou quando nos aborrecermos :-) >Na tua última msg deixas explicito que estás > plenamente satisfeito com o modelo que, segundo afirmas, "não nos > permite saber o que acontece durante determinados processos físicos", > ainda que admitas a "existência" de tais processos; assumes também > que "não há nenhum mistério nisto" ou então que "não interessa" saber o > que poderia estar ocorrendo em tais situações. À MQ não interessa. E para e dentro da MQ não ha mistério. >Ousas dizer, negando > inúmeros pronunciamentos feitos por eminentes físicos quânticos, > que "aquilo que a MQ não explica ninguém tem provas de que aconteça"; nunca ninguém observou a trajectória que leva o electrão de uma orbita a outra. Se ninguém observou não é preciso explicar. Se bem que poderíamos , não seria isso imaginar ? > ou então, que "tudo o que ela (a MQ) tem de explicar, ela explica". Sim. Aquilo que pertence ao seu domínio é explicado por ela. Aliás é assim que se define o domínio d MQ , como aquilo que é explicado por ela e por mais nenhuma teoria ( quando eu digo explicado , não é a teoria é principalmente o explicar dos resultados experimentais de medições ) > Esta tua conformidade com a ignorância contrasta também com uma > possível imperfeição da MQ, que seria "própria a tudo o que o ser > humano faz (por definição)". Eu disse que a MQ é própria a tudo o que o ser humano faz ?? >Pareces, ainda, assumir a existência de um > estatuto a ser respeitado --utilizando tuas palavras seria > o "cumprimento estrito das regras do jogo"-- e a proibir a imaginação > criativa; Aqui interpretaste-me mal. O que eu estava dizer é que não é permitido a um físico quântico usar a MQ para explicar o que está fora da realidade da MQ. Ou seja, inventar gatos que desaparecem... electrões que desaparecem.. etc... Ele tem de se limitar às regras do jogo da MQ , que não permite estas liberdades. Estas regras simplesmente dizem "não tentes procurar , não serás capaz de encontrar. está lá , mas tu não podes ver" Usando qq outra teoria que não tenha esta regra , a pessoa pode tentar então saber o que se passa. Com "cumprimento estrito das regras do jogo" pretendi dizer que o físico não pode dizer coisas que o modelo que usa não diz. O modelo quântico não diz que o electrão desaparece , ele diz que não é possível saber onde está. E é isto que temos de aceitar ou não. Não podemos criticar as coisas pelo que não são . E a MQ não é um lápis com borracha na ponta , que apaga de uma lado para escrever do outro... Tudo aquilo que adveio da interpretação especulativa da MQ , da sua matemática e de um ou outro problema mais conhecido como o teletransporte de fotões ( coisa que ainda me têm de explicar como funciona pq os fotões não são individualizáveis - e alem disso isto tb é explicado com o o potencial retardado , segundo li por ai algures ) ou o "paradoxo" de Shrodinger... entre outros... A prova que um físico não pode imaginar usando um modelo é que escreveste "Ousas dizer, negando inúmeros pronunciamentos feitos por eminentes físicos quânticos, que "aquilo que a MQ não explica ninguém tem provas de que aconteça;" Eu até posso negar alguns pronunciamentos , mas só assim posso falar do que a MQ não fala. Estando eu do lado de fora, tenho mais graus de liberdade. Mas estando dentro , então ai só se têm os graus que o modelo deixa ter. E é ai que a coisa dá para o torto, quando alguém , quebra a regras e usa mais graus de liberdade que aqueles que tem. Os meus mais graus de liberdade , as minhas explicações "ad hoc" advém exactamente de eu não seguir nenhum modelo em especial , escolhendo o que melhor me aprouver para explicar o que quero explicar... Isto não violar nenhum modelo pq eu não estou a usar nenhum. Apenas ofende quem usa o modelo "religiosamente" sem sair fora dele. Agora .. quem é que nunca saiu dele ? > qualquer desrespeito a esse código caracterizaria uma > hipótese fantasiosa. sim. Quando vejo alguém dizer que tudo é possível pq a MQ diz que existem mundos paralelos .. dá-me vontade de rir. Porque a MQ não diz nada disso. Não ha nenhuma teoria , que eu conheça, que explique pq deveria haver mundos paralelos... Quando me dizem que a MQ é indeteminista pq não é capaz de prever , deixo-me rir , pq não ha teoria que melhor esteja de acordo com a experiência... mas tlv isto seja a lavagem cerebral a falar ... Sinceramente , eu posso usar a MQ pq foi o que eu aprendi.( pouco , mas aprendi algo ) Se eu aprendesse algo diferente , provavelmente usava esse algo diferente. A minha pergunta é muito simples e é só : Esse algo diferente tb está de acordo com a experiência ? Se me responderam : Sim , está . E me derem razões a justificar essa afirmação . então tudo bem. eu não tenho objecção nenhuma a usar dois modelos diferentes desde que estejam ambos de acordo com a experiência. Claro que vou começar a usar o que estiver de acordo com mais experiências ... mas isso é uma questão de practicidade. , de prática.. Eu já esperava que , estando eu "usando a MQ para justificar alguma coisa" iriam pensar que sou um Padre da MQ. Não sou. >Nem mesmo Bohr, o mais ortodoxo de todos os > construtores da física quântica, chegou a um dogmatismo tão nefasto > quanto o teu. Por outro lado, este mesmo modelo que tudo explica, desde > que efetivamente aconteça, "proíbe CONHECER certos parâmetros", Proíbe DENTRO DO MODELO QUÂNTICO ! não proíbe no sentido de "AGORA NINGUÉM VÊ PQ EU NÃO DEIXO" > assumidos como "não observáveis", ainda que existentes. Sou obrigado a > reconhecer que estás "muito bem" alicerçado em dogmas mas a tua > argumentação a respeito é incapaz de convencer-me de que estás com a > razão, logo não há mais o que discutirmos a esse respeito. Passemos > então para outros tópicos interessantes de sua msg. eu não estava tentado convencer-te de nada. > 2) Quanto à incerteza clássica: > > Muito estranha a tua dialética. Por um lado, critica-me quando digo > que, em teoria, pode-se determinar a posição de uma partícula com > precisão absoluta. Isto pq nem sequer em teoria é possível. E não me refiro À MQ , refiro-me ao facto real de os nosso instrumentos não serem perfeitos e cometerem erros, dos nosso experimentadores não serem perfeitos e cometerem erros. Teoricamente não se pode eliminar o erro ... isso é imaginação , não é teoria. Pode minorar o erro , não elimná-lo. Dai que saber Absolutamente é falso. Mas que não seja teremos sempre o erro do aparelho , o erro das condições de medição , o erro humano - devido às mais diversas causas humanas., causas que a Física não tem modelo para contabilizar... ( outras ciências têm ). >Por outro lado, e na mesma mensagem, chegas a > citar: "O erro nulo no valor da frequência indica-nos que o erro no > tempo de medida é infinito". Principio de Incerteza. A energia do fotão não tem incerteza. Mas se não gostares desta aproximação podes ir por outra Já que dizes que velocidade e momento linear são a mesma coisa , então acho que podemos concordar que se não houver incerteza num , não haverá no outro. Então digamos que não ha incerteza na velocidade, suponhamos que tb não a ha no momento e portanto digamos que a incerteza na posição é maior ou igual a infinito . .. ou melhor , digamos que quanto melhor soubermos a velocidade de algo , pior saberemos onde essa coisa está. Bom , a velocidade da luz é constante, invariante , não tem qq incerteza por ser definida sem incerteza... conclusão : não sabemos onde está o fotão... e depois dizem que o fotão é uma partícula.. então deve ser divina , pq das duas uma , ou está em toda a parte ou em parte nenhuma... E depois dizem que "fizemos passar um fotão e medimos que demorou a passar t tempo " , como é que eles sabem se um fotão não é individualizáveis ? Isto é abuso de linguagem. É só isso que pretendo dizer. O fotão é um pacote , sim , mas de energia / momento, não de massa , nem de posição HA! , mas o fotão não tem massa , pelo que o seu momento e sua velocidade não têm anda a ver um com o outro.. e o principio de incerteza não é aplicável ao fotão... que pena .. o raciocínio está todo errado. > Ora, se não posso "em teoria" assumir a > precisão absoluta de uma medida, como é que podes assumir "na prática" > um "erro nulo", ainda que de outra natureza? Posso assumir , pq dentro da nossa física a energia de fotões é muito bem conhecida , medivel , etc... MAS sabemos que existe,sempre, lá um erro. Existe sempre, e é por isso não se pode aceitar , nem em teoria , que o erro é nulo. Acontece que no caso do fotão esse erro é convencionado nulo e por isso , por essa convenção o fotão é convencionado "não localizável no espaço nem no tempo" Mas depois vêm-me dizer que "viram fotões a teletransportarem-se , ou que os viram acelerar .." Esta é a diferença. Como os erros nunca são nulos , se eu os medir , claro que posso sempre dizer que sei onde está o fotão ... está aqui com um erro de mais ou menos 3 km ... mas isso não ajuda muito ... pois não ... >Faz parte da "regra do > jogo" ludibriar o oponente com raciocínios falaciosos? Seria esta a > lógica que propões em substituição à lógica da contradição? Não. 1) Nunca niguem fará medições sem erro. 2) Nunca ninguém viu um fotão "solto" Isto dá-me um pouco de validade no que digo. > 3) Quanto às partículas-ondas: > Por um lado, assumes que "o fotão é um fenómeno ondulatório"; por > outro, que ele não é uma partícula e sim um quanta de luz. Eu não assumo. Foi quem inventou o fotão que assumiu. ... o fotão foi inventado quando alguém escreveu E = n h f onde n é um inteiro...quantificando assim a energia luminosa que cria efeito fotoeléctrico... A este gajo deram-lhe um Nobel.. Quem sou eu para dizer que ele estava enganado ? Eu estou só a dizer o mesmo que ele disse... e é pq concordo com ele. O fotão é um quantum... é um pacote mas de energia e não de massa... nunca ninguém viu um fotão "solto" O modelo do fotão é uma ÚNICA onda , não é uma sobreposição de ondas , donde , não é localizável no espaço nem no tempo... ( nem preciso do principio de incerteza para isto ) >Por fim, > afirmas que "o fotão não tem natureza partícula-onda" e sim "quanta- > onda". Parece-me que estás a definir um terceiro componente a criar > duais quânticos, pois pelo que entendi do restante da msg, o electrão > seria uma partícula-onda (aliás, parece-me que privilegias a natureza > corpuscular do electrão, ao contrário do que fazes com o fotão). A luz não pode ser outra coisa que ondas ( electromagnetismo ) O fotão é um quanta de energia , de luz.. não é luz em si... não é onda. Quanto ao electrão, se previligio o seu caracter corpuscular é por distracção ou então por tradição .. Não é minha intenção , aliás pq nunca vi um electrão "solto" .. nenhuma bolinha chamada electrão.. > Existiriam então dois tipos de duais quânticos: o corpúsculo-onda e o > quanta-onda? corpúsculo -onda não é um dual quântico. Em quântica o electrão não tem propriedades de partícula , mas sim de onda Este Dual que lhe chamam só existe na cabeça dos físicos , porque eles precisam de trabalhar com dois modelos diferentes , o clássico e o quântico... eles criaram este ente para poderem viver com as suas consciências... direi mesmo que inventaram esta entidade , e uma nova "física" para encaixarem este ente... quando na realidade , este ente não existe. E isto é que o Principio de Completividade ( Complementaridade) . Não podes ver o electrão como partícula e onda simultaneamente no mesmo problema... na mesma observação.. Simplesmente não podes pq isso seria usar duas teorias diferentes , ao mesmo tempo , dizendo que são iguais. E não são... > Sei que a dualidade é complexa Não. É a coisa mais simples do mundo > 4) Interferência destrutiva: > Não sei o que tomas por interferência destrutiva mas pelo > questionamento apresentado parece-me que trata-se de uma expressão que > usas sem saber o real significado. O termo destrutivo não deve ser > levado ao pé da letra. Eu não estou a ler a Bíblia ,sei muito bem que não pode ser interpretado à letra , e sei muito bem que a luz não se destroi nesse tipo de interferência. Quando tentamos > extrapolar o efeito, a princípio ondulatório, para o estudo de > partículas a simularem tais efeitos, precisamos pensar numa população > de partículas, para que haja o equivalente às interferências, tanto a > destrutiva quanto a construtiva. Queres agora que eu explique o > fenômeno através de um único choque entre duas partículas? Estás > brincando? Não. O que eu quero que expliques , e isto é apenas um pedido , é como uma população desse tipo , nessas condições explica a ausência da observação de intensidade luminosa no ponto de interferência. > 5) Princípio da Complementaridade > > É possível que não aceites o princípio da complementaridade. Aliás, > existem inúmeras Escolas de MQ onde este princípio chega a ser > questionado. Não obstante, não tens o direito de deturpar seu real > significado. Mas como poderei fazer isso , se ninguém sabe qual é o seu REAL significado ? >Ou aceitas, ou não aceitas! Tua analogia com a observação > de uma flor por observadores distintos (homem e abelha) é ridícula, > servindo apenas para efeito de uma abordagem didáctica prévia. Como > ridículas foram as observações que se seguiram a respeito. Ao > confundires "um mesmo contexto experimental" com um "mesmo observador" > demonstras não estar preparado para entender a complexidade inerente ao > princípio da complementaridade de Bohr. E, portanto, deixarei o dito > pelo não dito. A analogia da Flor não se refere à dualidade , mas sim à Observacionalidade. Em MQ não existe o conceito de observador , mas sim o de "Observável" Um observável é uma grandeza que pode ser medida simultaneamente quando a energia ( o Hamiltoneano ) é medida. O que pretendi dizer é que o sistema é o sistema. ele é ele e actua segundo a física , não segundo quem o observa. O observador não influencia o sistema que observa. O observador não destroi o sistema quando o observa A observação faz evidenciar um aspecto do sistema naquele momento em que foi observado e em mais nenhum outro. Em MQ não existem observações que durem para sempre. todas são instantâneas... e não ha médias. O que pretendi dizer é que a Flor é uma flor , independentemente de quem a Observa. ou como a observa. E isto é assim com ou sem MQ. Isto é física no sentido "natural" da palavra. Por isso , quando se insinua que a MQ diz que o sistema é alterado pela observação , isto dá para rir O que acontece é que o sistema que se considera não inclui os instrumentos de medição e é isso que torna a medição imperfeita. ... incerta, e pode provocar a alteração de estado , para um estado não previsto.. Mas isto é um erro de construção/isolamento do sistema não da MQ. > 6) Princípio da Incerteza: > Muito interessante sua afirmação de que velocidade e momento são coisas > diferentes. Sob esse aspecto, diria que aprendestes bem o básico. a velocidade é em geral uma função do momento. em particular , na nossa física usamos dois tipos de dependência a não dependência , v= constante ( c) a dependência linear v = constante p ( v = p / m ) O momento conserva-se , a velocidade não. A conservação do momento é uma característica inerente ao espaço , a velocidade não é. é uma grandeza inerente à observação e à medição. >Não obstante, em momento algum afirmei o contrário. então não vejo pq a indignação... >Mas se julgas, como > afirmas, que determinadas partículas são, por algum capricho da > natureza, indistinguíveis, estranha-me que critiques a utilização da > velocidade no contexto em que o princípio refere-se a momento. As partículas são indestinguiveis na medida que alguém as trocar tu não sabes que foram trocadas. Todos os electrões são iguais entre si , por isso é que se chamam electrões e não "grão de milho".... > 7) Efeito fotoelétrico: > O efeito fotoelétrico não é absurdo no sentido em que retrata um > acontecimento observável em laboratório. As falácias a que me refiro, e > que já discutimos profusamente em msgs anteriores, relacionam-se a uma > explicação para o efeito e que vai contra o senso comum, sem retratar > nenhum lado óbvio a justificar os argumentos utilizados e que, não > obstante, funcionam. Tuas observações também fazem parte das regras do > jogo? Que argumentos são esses que vão contra osenso comum , que explicam o efeito foto-eletrico ? Era isto , só , que eu peguntei... > 8) Previsões da MQ e Efeito túnel: > O efeito túnel, no sentido moderno do termo, é realmente previsível > pela MQ e acredito que não tenha havido deturpações do mesmo tipo da > descrita acima. Não obstante, é bom que fique bem claro que há mais de > 300 anos Newton descreveu este fenômeno para a luz, obviamente numa > conotação clássica, pois não havia a necessidade do "desaparecimento" > das "partículas de luz" num local e o seu "reaparecimento" instantâneo, > a menos de uma incerteza temporal, em outro. Pode-se entender > classicamente este "efeito túnel" lendo-se sua Óptica, em particular o > Livro III. Mas o efeito túnel é para todas as partículas , e não só para a luz... essa é que é a novidade > 9) O electrão e o teorema da Indeterminação (clássico): > Creio já ter exposto acima o caminho para que se chegue a padrões do > que se chama interferência e previsíveis tanto por uma mecânica > clássica de partículas, quanto de ondas. Sua ideia de que os electrões > são indistinguíveis apoia-se na opinião associada à noção de fluidos > elétricos, com seus elementos infinitesimais de volume a retratarem o > reducionismo da teoria de Maxwell para partículas (os electrãos, seriam > por esta visão, pequenas cargas elétricas ou, para sermos rígidos, a > unidade indivisível da carga elétrica). Obviamente este reducionismo > não resiste à constatação do "spin", ainda que se possa dizer que > o "spin" não é uma propriedade clássica, mas pertencente a uma teoria > que tudo aceita, desde que não se contrarie seus dogmas. quanto a isto tenho uma dúvida... Tu consideras o electrão com spin , sim ou não ? Se sim , e sendo que o spin é uma caractitica quântica , como é que usas uma característica quântica e depois dizes que a quântica é absurda... por essa ordem de ideias , o spin tb devia ser um absurdo. >. Logo, uma > população de electrões, ao atravessar um orifício, comporta-se como uma > população heterogénea, e qualquer inferência obtida pela análise dos > padrões de interferência observados no anteparo "estará sujeita a um > fator de incerteza clássico, diferente de zero, e dependente única e > exclusivamente do grau de heterogeneidade da população em estudo". qual é esta dependência, quais sãos as suas ordens de grandeza , e as grandezas incluídas neste calculo ? >Não fosses tão dogmático, diria: Se possível, refine-se a experiência, a > ponto de reduzir-se a heterogeneidade populacional e constate-se se o > que estou afirmando procede ou não. Estaria, desta forma, atendendo a > uma de tuas solicitações, ainda que a tenhas feito num outro contexto > ("arranje um Observacionável", que a gente vê isso). não fui eu que fiz , é a MQ que tem de fazer , ao caso contrario nada pode medir. E quando disse "arranje" não me referia a ti... >Mas como afirmas > tão enfaticamente que "o observador não interfere com o sistema quando > o mede", e portanto a colocação de um orifício na frente de um feixe de > electrãos "não muda o feixe em nada", fica aqui esta minha observação > para aqueles que realmente estão interessados em levar a sério o estudo > da física. Que eu saiba um orifício não é, e nunca foi um observador. O orifício faz parte do sistema construído. Os resultados finais dependem directamente das caracterircitas físicas do orifício. O orifício NÃO é um Observador e o orifício interfere com o deslocamento do feixe , claro. Aliás , sem orifício não ha sistema de estudo ..teríamos só um feixe de electrões... quanto ao observador não interferir .. isso tem a ver com a independência da ciência. Se a experiência for observada por mim , por ti, por outro qq ser humano , ela decorrerá da mesma forma. O fenómeno não se altera dependendo de quem o Observa. Isto é que significa dizer "o observador não interfere com o sistema quando o mede" Esta frase , que ao parecer , te pareceu enfatizada excessivamente , não é mais que o que muita gente tem dito desde o principio do tempos. ( este postulado é válido na física , pode não o ser noutras ciências, mas ai essas "ciências" deixam de se poder chamar por esse nome... passar a ser artes , ou coisa que lhes valha ) > 11) Considerações Finais: > Obrigado a todos e, salvo maior juízo, é possível que esta tenha sido > minha última mensagem nesta thread. Quero então deixar um grande abraço > a todos do pt.ciencia.geral e muito especialmente ao SMMT, por quem, > apesar das críticas bilaterais, conservo uma grande admiração e > respeito. Obrigado. É mútuo. Se bem que quero deixar claro que eu se eu critiquei algo , foi aquilo que disses-te e não a ti. ( embora eu não me lembre de ter criticado muito ... ) >Simplesmente, segui as "regras do jogo" que aprendi com > Popper: "As únicas coisas que os parceiros de uma discussão têm de > partilhar são o desejo de conhecer, e a disponibilidade para aprender > com o companheiro, criticando severamente as suas opiniões - na versão > mais forte possível que se puder dar dessas opiniões - e ouvindo o que > ele tem para dizer como resposta." Espero que tenhas feito o mesmo. :-)) > Aguardo tua resposta mas não creio que terei ânimo para rebatê-la. Quem > sabe numa outra thread possamos "afiar nossas garras". :-)) Não é nada disso que eu estava a fazer - "afiar as garras" Isso não é compatível com o conhecimento cientifico. Parece que interpretas-te qq coisa como uma "ofensa bélica" .. se foi isso, asseguro-te que não era minha intenção