From: Alberto Mesquita Filho Newsgroups: pt.ciencia.geral Subject: Re: Velocidade da luz... Date: 5 Oct 2000 09:01:47 +0100 "SMMT" escreveu > Sinceramente não percebo pq colocas a palavra "Absurdo" cada vez que > te referes a MQ Provavelmente recebi forte influência de Bohr. Bohr costumava dizer algo "mais ou menos" assim: "Uma teoria não será boa se não for suficientemente maluca". Ou então: "Quem nunca se revoltou contra a física quântica, certamente não entendeu a física quântica". Apesar dessas influências benéficas que suponho ter recebido de Bohr, com respeito a física quântica espelho-me mais em outros físicos de renome como Schrodinger, Einstein, De Broglie, Dirac e Bhom. Todos esses, de uma ou de outra forma, constataram absurdos na física quântica e deixaram escritos a respeito. Infelizmente os "físicos modernos dos dias atuais" não entenderam devidamente seus supostos ídolos. E é contra os físicos atuais que eu me rebelo, pois os construtores da física quântica foram homens muito especiais. E os atuais parecem defender o que simplesmente demonstram não entender. > Se compararmos a mecânica corpuscular (choque de automóveis ) com a > ondulatória (interferência da luz )~chegamos à conclusão que não > podemos transpor ideias de uma para outra. > MAS isto não é totalmente verdade. Existe uma coisa chamada Efeito de > Compton, que nso mostra que é a nossa divisão a prioristica , > clássica, entre onda e corpúsculo que está errada. Sob certos aspectos sim. Isso foi exposto por James Trefil da seguinte maneira: "O que estamos realmente dizendo é que é muito difícil visualizar o que seja um electrão, porque não há nada em nossa experiência que nos sirva de guia. Portanto, o que a mecânica quântica nos diz é mais ou menos tão profundo quanto isto: um electrão não é como um carro." Esta idéia está muito em acordo com o que pensava Schrodinger a respeito da física quântica: uma matemática que funciona e nada mais do que isso. > A MQ , digamos "simples" , não entra em paradoxos e é capaz de > explicar o mecanismo de um átomo. A MQ explica a Química ! A MQ não explica nada. Os físicos simplesmente constatam fatos e "os quânticos" tentam interpretá-los segundo determinados dogmas quânticos. > Agora, num tempo em que as pessoas pensam que sabem das coisas quando > lêem meia dúzia de livros .. arriscamos a que elas fiquem enganadas > por lerem os livros errados... ( Hawkings e afins. eu não tenho nada > contra o gajo. Entenda-se ) Não me lembro de ter citado esses textos, exceto Davies, mas num contexto histórico. Também não tenho nada contra esses livros (Fritjof Kapra, Hawkings, Davies, Griffin, etc) pois de uma forma ou de outra eles levam conceitos complicados para o público em geral, ainda que assumindo às vezes aspectos fantasiosos. De minha parte, prefiro Newton, Faraday, Maxwell, Lorentz, Thomsom, Einstein, Heisenberg, Bohr, De Broglie, Schrodinger, Dirac, Born, Bhom, Mário Schenberg (para citar pelo menos um conterrâneo meu), etc. > Os livros que exploram os "paradoxos" da MQ , que em primeiro lugar > nem sequer existem ... não merecem qq consideração séria. São livros > de ficção cientifica , aliás de "estupidez cientifica" .. e perdoem- > me a agudeza das palavras. Concordo, ainda que não generalize. Nem todos retratam a "estupidez científica". Mas já que tocastes no assunto, diria que Kapra escreveu o Tao da Física numa tentativa de justificar a física moderna à luz da filosofia oriental antiga. Sou um estudioso de filosofia oriental antiga e diria que ela é muito mais coerente e lógica do que a física moderna. A filosofia oriental antiga, depurada de seus fortes componentes esotéricos ou mesmo místico-religiosos (taoismo religioso e I-Ching), é algo muito mais sério do que a física quântica e parece-me que Kapra foi muito infeliz a esse respeito. O grande defeito da filosofia oriental antiga foi não ter tido continuadores à altura de erigir uma genuína ciência oriental moderna e que, apoiada em seus princípios básicos, seria totalmente clássica (obviamente com um estilo oriental), contrariamente ao que Kapra dá a entender. Kapra enxergou exclusivamente o esoterismo oriental e percebeu que afinava-se muito bem com o que ele conhecia sobre física quântica, o que, por sinal, não dista da verdade. > Dai , o publico em geral fica com a ideia , errada , que a MQ é uma > teoria pregada de paradoxos , de gatos que desaparessem como o do > conto Alice no Pais das Maravilhas. Com efeito, os felinos são "imagens de espírito". Mas os electrões, em seus saltos quânticos, e "entre uma órbita e outra", certamente estão num mundo muito parecido com o país das maravilhas de Alice. Assim como também na experiência da dupla- fenda (anteparo com dois orifícios), quando o electrão, segundo a MQ, aparenta passar pelos dois orifícios, como se fosse uma onda e, não obstante, logo a seguir dá origem a uma única imagem puntiforme em outro anteparo. Não há como entender fisicamente esse processo, a não ser admitindo-se que a experiência pode ser explicada por equações matemáticas. Mas isso, a meu ver, não é física, ainda que muitos pensem o contrário. > A MQ não é o pais das maravilhas , onde tudo é possível , e os gatos > não desaparecem... Os gatos, não! Mas os electrões quânticos ou desaparecem ou multiplicam- se em electrões fantasmas. E percebas que ainda não falamos nada sobre os fótons virtuais da eletrodinâmica quântica, ou sobre a origem da matéria a partir do nada, em vácuos quânticos, nas periferias de hipotéticos buracos negros, etc. Visto por esse ângulo, diria que não é tão absurdo falar de "gatos quânticos". E essas idéias (fótons virtuais, vácuo quântico) não são encontradas apenas em livros de ficção e/ou de "física" para o leigo. > As pessoas, físicos, que teimam em explorar coisas que não existem... > explicar aquilo que é pura imaginação falaciosa ... não merecem a > consideração de Físico. Concordo, ainda que nossa idéia a respeito de o que seja "imaginação falaciosa" não seja a mesma. A meu ver, a física quântica está toda ela baseada em puras imaginações falaciosas: princípio da incerteza, dualidade corpúsculo-onda, "spin quântico", vácuo quântico, fótons virtuais, etc. > A lógica da MQ é muito simples. Não digo que seja fácil entendê-la , > mas é simples. Mas lendo livros errados ... tudo é possível... até > pensar que 2+2=4 => a existência de Deus. E quais seriam os livros certos? Tu és contra os autores que citei acima? Lembro-me, por exemplo, de Einstein ter escrito: "Os físicos teóricos da nossa geração estão esperando o surgimento de uma nova base teórica para a Física"; em outro texto, agora juntamente com Infeld ele diz: "Será o desenvolvimento fuguro ao longo da linha escolhida pela física quântica, ou será mais provável que sejam introduzidas novas idéias revolucionárias na física?". Já citei em msg anterior uma expressão de Schrodinger e aqui vai outra: "Se me perguntarem: o que são de fato essas partículas, esses átomos e moléculas? Devo admitir que conheço tão pouco a seu respeito como a origem do segundo jumento de Sancho Pança." E Heisenberg, com seu otimismo peculiar, frente a seus sonhos impossíveis, teria dito: "Parece-me fascinante pensar que hoje, nos mais diversos países do mundo e com os meios mais poderosos de que dispõe a moderna tecnologia, se desenvolve uma luta para resolver em conjunto problemas colocados há dois milênios e meio pelos filósofos gregos e cuja resposta talvez venhamos a conhecer dentro de poucos anos ou, quando muito, em uma década ou duas." Já se passaram mais de cinco décadas a partir desse pronunciamento e hoje conhecemos menos sobre os átomos do que era conhecido por Demócrito. De que me adiantam as miraculosas previsões da mecânica quântica se ela não nos leva a nada, a não ser ao terreno das incertezas? > nunca vi , nenhuma frase do Eisntein ou qq físico sério que afirme > que o tempo se inverte ao passar c. Faça uma pesquisa em http://xxx.lanl.gov/ e encontraras vários artigos sérios relatando isso. Não vou em busca disto pois para mim a relatividade de Einstein é coisa do passado e não estou disposto a perder tempo com isso. Se em minhas andanças pela Internet encontrar algum artigo sério falando algo a respeito, relatarei. > > Ninguém inverte o tempo ao ultrapassar a velocidade do som, ainda > > que possa nestas condições ouvir um som do passado. > O som , não é a velocidade máxima da transmissão da informação. > só para comparar , c é maior que s... e o som não se propaga no vácuo. Sim, mas do ponto de vista clássico o absurdo é o mesmo. E, mudando de assunto, essa história do som não se propagar no vácuo deve ser interpretada com reservas. Realmente, ele não se propaga em grandes vácuos ou vácuos macroscópicos. Porém, entre uma molécula de ar e outra, o que existe além do vazio? Um campo? Uma onda? Uma quimera? Um túnel quântico? > >...ao ultrapassar a velocidade da luz, ninguém irá "se enxergar > > chegando", como é afirmado pelos relativistas quando utilizam seus > > raciocínios não clássicos, ou relativísticos. > Esse não são relativistas. são contadores de histórias disfarçados de > físicos. Não estou bem certo disso. Não sou adepto de Hawking mas pergunto: Seria ele um mero contador de histórias? As universidades estariam impregnadas de contadores de histórias ocupando postos que deveriam ser ocupados por físicos? Como distinguir um acadêmico que se diz físico de outro que ocupa o posto de físico mas que é apenas um contador de histórias? > Se eles fossem mais independentes percebiam que o que dizem é > estúpido. Concordo. > >Essas idéias são pois conseqüências da aceitação do postulado e não > > condições a implicarem na postulação do mesmo. > Não sei se concordo.... Pelo menos já gerei a duvida. :-)) > > > O campo electromagnético que o electrão emite , que é capaz de > > > agir sobre outros electrões é a luz. > > Tu crês que o elétron é um conjunto partícula + campo, e portanto > > não consegues enxergar esse campo como algo alheio ao elétron, > Nop. Exactamente ao contrario. Como assim? Dissestes que o campo que o electrão emite é a luz. E estou afirmando que além de luz o electrão emite também, e continuamente, um campo estacionário (e portanto não é o que chamam onda eletromagnética). Concordas com isso, ou haveria um outro "contrário". > :-)) mais um pouco e Faraday tinha defenido Aura .. :-)) A idéia de auréola é a interpretação de Davies. Faraday pensava talvez num éter ou algo parecido, o que estava na moda em seu tempo. E utilizava esse éter não apenas para justificar a luz mas também para justificar a emissão de campos estáticos e/ou estacionários, como o campo gravitacional, elétrico ou magnético. Newton, por outro lado, assumia que a matéria emitia vibrações imateriais, provavelmente de natureza eletromagnética, que se propagavam pelo vazio; às vezes chamava a essas vibrações de espírito da matéria. Newton, bem antes de Einstein, havia descartado a idéia de éter, mas conservava a idéia de uma "quintessência" emitida (é como se existisse algo de natureza "etérea" porem que fosse emitido pela matéria e não fixo no espaço). Volto a dizer que essa quintessência não seria, para Newton, a luz ou o que hoje chamamos onda eletromagnética, mas o agente responsável pelos campos estáticos. > > Sim, mas não consegues quanticamente determinar a direção de um w >> real, > Direcção de um w real ? Isto o que significa ? O mesmo que a direção do eixo de rotação da Terra. Afinal, não dissestes em msg anterior que o "spin" assemelha-se ao giro da Terra? Pois com a Terra este eixo é determinável. Em quântica essa determinação (para o electrão)seria impossível (princípio da incerteza). > > apenas o seu sentido (+ ou -), após "forçar o eixo de giro do > > elétron" > Não. Não é forçar. É orientar. Que seja. Porém, a direção real acaba sendo perdida graças a experiência. E depois dizem que a direção real não pode ser determinada graças ao princípio da incerteza. :-)) > > a se alinhar segundo as linhas do campo magnético da experiência de > > Stern e Gerlach. > Não conheço Em 1924, Stern e Gerlach observaram que o electrão em órbita (átomo de hidrogênio), ao ser lançado num campo magnético, comportava-se de duas maneiras apenas: ou era desviado no sentido do polo norte do campo, ou no sentido oposto. Em 1926 (dois anos mais tarde), Uhlenbeck e Goudsmit tentaram explicar o espectro da luz emitida por átomos contendo um único electrão admitindo que este girasse (classicamente). Não demorou muito para que se relacionasse os dados de Stern e Gerlach a este giro, descrito dois anos mais tarde. À primeira vista, a situação não é muito diferente daquela observada com um pião num campo gravitacional: ou ele gira no sentido horário, ou no antihorário; e o eixo de giro procura sempre a situação de equilíbrio dinãmico, representada pela posição vertical. O campo gravitacional, aqui, está no lugar do magnético, no caso da experiência com electrões. De qualquer forma, é um campo que orienta o giro, impedindo que o giro ocorra segundo outras direções que não aquela das linhas de campo. E foi por isso que disse que o electrão é forçado a girar segundo um eixo fixado pelo experimentador. > Não ha tapetes nem variáveis escondidas , só incompreensão e orgulho > humano. Concordo com a conclusão mas discordo das premissas. > > ...campo magnético utilizado na experiência de > > Stern e Gerlach... (o mesmo raciocínio vale, diga-se de passagem, > > para a experiência de Aspect...) > Não conheço nem uma nem outra...mas parece-me que estás a falar de > orientação magnética... coisa que é conhecida desde o tempo em que se > inventou a bússola. Com efeito. Não obstante, parece-me que os quânticos desconhecem que estão forçando os electrões a assumirem uma orientação, da mesma forma que uma bússola não tem outra escolha, a não ser orientar-se no campo magnético manipulado pelo observador. Seria isso o produto de uma incerteza? > humo... bússola (campo magnético)... giroscópio ( campo gravitico) ... :-)) > Isso é pq a matemática da MQ é completa. > Agora , o que não é completo é a compreensão de como se usa. Mas não é essa a idéia que os quânticos fazem de sua completeza. Aliás, o "duelo" entre Einstein e Bohr foi todo ele destinado a esclarecer esse ponto de vista. E os físicos modernos de hoje, e não apenas os romancistas, dizem que Bohr "teria vencido o duelo", o que nem mesmo Bohr assumiu. Hoje fala-se que a experiência de Aspect (que afirmas não conhecer), ao lado da idéia de Bell (desigualdades de Bell), teria desempatado a contenda. Mas esse desempate não resiste a uma refutação séria e apoiada no que afirmei acima sobre a falácia do "spin" (obviamente, adaptado à polarização, associada à lei de Malus da óptica física). Não quero criticá-lo, mas noto que você aparenta conhecer muitas equações mas desconhece as experiências básicas que justificam essas equações. Essa é uma falha grave que tenho notado na maioria dos estudantes de graduação ou de pós-graduação em física aqui no Brasil. Valoriza-se as equações e deixa-se de lado a essência dos fenômenos. Quando muito, os jovens conhecem as "experiências" relativas à ficção: gato de Schrodinger, paradoxo dos gêmeos, paradoxo EPR, mas sequer suspeitam do porquê esses paradoxos foram criados, pois não conhecem as outras experiências básicas relativas ao assunto que estudam. E então criticam os ficcionistas, que vêem nestes paradoxos um excelente meio de produzir livros que vendem junto ao público leigo. Não me leve a mal por essa afirmações, pois creio que o fenômeno é geral e até mesmo universal, nos dias atuais. Aliás noto, ainda que sob um aspecto diferente, que o JM tem comentado alguma coisa semelhante, a respeito de sua observação do sci.physics.relativity. Vejo isso com muita tristeza. > > Logo, dizer que a física clássica de Newton não tem como campo de > > acção o mundo do muito pequeno implica em não conhecer devidamente > > os limites heurístico-epistemológicos da física newtoniana. > Bom, a teoria de Drude , para os materiais, começava na física de > Newton. Sim, mas ele evoluiu para a idéia de "electrões livres" e a meu ver foi aí que misturou-se tudo. Pois foi justamente essa idéia a responsável pela divisão do mundo físico em dois compartimentos dissociados: o macro e o microcosmo. A teoria de Drude (1900) e Lorentz (1909) da condução elétrica apoia-se no modelo dos electrões livres ou dos "fluidos elétricos incompressíveis". Ou seja, com essa idéia fluidificou-se a noção de partículas, de forma que ela não pudesse assumir características do tipo "spin", dentre outras (quando muito poderia se pensar em vórtex). E não é por outro motivo que o electrão hoje parece ser às vezes um corpúsculo e às vezes uma onda. > , as 3 leis de Newton permanecem válidas até hoje ) > Mas ele não connsegui-o explicar tudo Sim, pois sua física era reconhecidamente incompleta. Nos séculos seguintes seus seguidores julgaram estar com uma física completa, mas recheada de absurdos: ponto material, ação a distãncia, fluidos elétricos, etc. > O facto é que se tens Pentiuns III é pq se usa o Modelo de Bandas :-)) Usar um modelo que se adapta à física quântica não significa usar a física quântica. Como já disse, a física quântica é um modelo matemático que dá certo, nada mais do que isso. Se dá certo, vamos utilizá-lo, mas vamos também questioná-lo pois a tecnologia está emperrada exatamente porque os físicos de hoje estão a brincar com bolinhas ou ondas elementares e não produzem quase nada de útil e que possa se adequar à moderna tecnologia. Quase toda a tecnologia do século XX apoia-se fundamentalmente nos modelos dos séculos anteriores. E enquanto isso eles estão brincando com buracos negros, vácuos quânticos, mundos paralelos, fótons virtuais, etc. > O problema não era da teoria do Drude , que era boa ,e funcionava... > era pq não era uma teoria suficiente. Sim, mas os absurdos em que se apoiava persistiram e estão aí até hoje. Os fluidos elétricos foram substituídos por equações e as incoerências iniciais foram colocadas debaixo do tapete. Bardeen, Cooper e Schrieffer, em 1957, decidiram ignorar a teoria dos elétrons livres (colocaram-na debaixo do tapete), propondo um modelo para os supercondutores (hipóteses ad hoc) "concordante" com os resultados experimentais. > "Todos os sistemas em movimento podem ser tratados como ondas" > E continuas Poder ser tratado como onda é uma coisa. Ser ou não ser onda é outra coisa. A primeira é uma afirmação matemática. A segunda é um questionamento de filosofia natural, vulgarmente conhecido como física a partir de Newton que descreveu os "fundamentos matemáticos" desta filosofia (e quase sem usar equações, diga-se de passagem). > Para que a partícula esteja espacialmente constrita, então precisamos > de um grupo de ondas ( velocidade de grupo ) , desfasadas ( > velocidade de fase ) para a representar. Conjecturas, nada mais do que isso. > então isto leva-nos a um integral que é a conhecida Transformada de > Forrier.E esta operação matemática estava mais que estudada > INDEPENDENTEMENTE da física. E quem disse que a matemática depende da física? Já afirmei, 2+2= 4 e isso não prova que anjos existem nem que o princípio da incerteza é válido. > E é um dos resultados MATEMÁTICOS desta operação que nós chamamos > Principio de Incerteza de Heisenberg. Pois é!!! Um resultado matemático que não corresponde a realidade alguma, pois que o ponto de partida é falso. Aliás, e diga-se de passagem, o princípio da incerteza de Heisenberg origina-se de experiências de pensamento (já percebi que preferes a matemática à experimentação, mas a verdade histórica sobre o princípio é experimental). Numa segunda etapa, e assumindo-se alguns absurdos físicos como reais, chegou-se à axiomatização do princípio, e os absurdos foram para debaixo do tapete. De maneira muito elementar comento isso em meu Web Site em "Considerações sobre a incerteza", www.geocities.com/CapeCanaveral/Lab/9378/Eletron2/incerteza1.htm. Num sentido um pouco mais sofisticado, já discuti esse assunto na ciencialist, na thread "Teorias Realistas Atuais" (abril a junho de 2000, vide www.egroups.com/list/ciencialist/ ) > A questão está na interpretação subsequente , e não na lógica da > construção da teoria. Pois acredito que a questão está nas premissas assumidas como válidas. > Experimenta pegar na física e tirar a matemática ... ficas com NADA. E quem disse que desprezo a matemática? Por outro lado, experimenta pegar na matemática e tirar a natureza... ficas com equações sem significado algum. Ou seja, ficas com a física quântica que funciona, mas não significa NADA. > > > > > >Qual é a lógica do espaço curvo? > Nop. consiste no facto da luz , a partir de um ponto , se propagar > igualmente em todas as direcções. = Onda Esférica. E o que tem a ver a onda esférica com o espaço curvo? Neste caso eu diria que a superfície líquida é curva pois ao jogar uma pedra na água produzo uma onda circular. Continuo sem entender. Parece-me que estás confundindo conteúdo com continente. > > Pois diga isso para os físicos modernos. :-)) > LOL Quando faemos isso, tu sabes bem a cara que eles fazem... parece > que nos querem fulminar com um raio. E eles lá teem competência para isso? :-)) Quanto a caretas, não tenho medo. > >O que é órbita? > >O que é átomo? > >O que é radiação? Não era para responder! :-)). Não estou cá a fazer uma sabatina. :-)) Por outro lado, ainda que as respostas possam estar certas, o que pretendi deixar claro é que não são respostas absolutas. Sempre haverá como questioná-las. > > Um objecto macroscópico em movimento curvilíneo está sujeito > > a uma aceleração. > A terra está nessas condições e não a vemos erradiar ...será pq é > electricamente neutra ? Nunca defrontei-me com esse problema. Porém, ou ela é neutra e não irradia ou ela está carregada e irradia (por menor que seja essa irradiação) ou, então, precisaríamos rever a teoria de Maxwell no nível macroscópico, onde ela parece ser intocável. Aliás, aí vem algo interessante e relativo não ao que estamos discutindo mas ao princípio da equivalência de Einstein: Uma carga elétrica em repouso no laboratório irradia onda eletromagnética? Afinal, ela está sujeita a uma aceleração gravitacional g e, pelo princípio da equivalência, um campo gravitacional é equivalente a um referencial acelerado. Esta questão foi apresentada no sci.physics.relativity. Se quiser saber no que deu, leia o questionamento que lá expus: www.geocities.com/CapeCanaveral/Lab/9378/einstein_equivalence_principle. html e o desafio que lancei a seguir, após ter aceito as idéias lá apresentadas: www.geocities.com/CapeCanaveral/Lab/9378/EFelevator.html. Este desafio permanece sem explicação alguma. Os relativistas preferiram colocar minhas idéias a respeito debaixo do tapete. Como vês, tenho alguma coisa em comum com o JM, além de também não gostar da relatividade moderna. > > > Para mim a premissa 1 está errada e ponto final. > > Pois então eu diria que tu estás aceitando, como postulado, que o > > electrão é uma entidade não clássica. > E pq/como concluis isso ? Porque do contrário estarás a negar o eletromagnetismo de Maxwell. Como defendes a física moderna, que apoia-se na teoria de Maxwell, julguei que estavas aceitando a teoria de Maxwell como verdadeira. Ora, se ela for verdadeira para partículas, uma partícula clássica acelerada deverá emitir radiação. Se não emite e a teoria continua sendo aceita como verdadeira, então a partícula não pode ser clássica. > > > humm... mas onde foste buscar que o electrão não é pontual ? > > E onde foste buscar que ele é pontual? > a lado nenhum. simplesmente não preciso se supor que não é > como diria ... quem?... > "Não preciso dessa hipótese" :-)) Parece-me que foi Voltaire para Napoleão. > > > Ha algum resultado experimental que precise de supor que o > > > electrão tem um diâmetro ou que é uma esfera ? > > Nem experimental e acredito que nem mesmo teórico-experimental. > então não ns ovamso preocupar mais com este pormenor. OK. > > (ao dizermos que um objeto é puntiforme estamos tentando mostrar > > que ele pode ser encarado como um elemento infinitesimal de volume). > E o electrão é isso sempre , visto pelos nossos olhos. > Quando é visto mais de perto , perde essa "qualidade de ponto" e > transforma-se numa onda. Ou transforma-se num "não sei o quê" que de uma maneira "não sei como" origina fenômenos que "acredito conhecer" e que adaptam-se a determinadas equações. E, "na opinião de alguns", retratariam uma natureza ondulatória mas "na opinião de outros" bem poderiam ser explicados por uma física genuinamente newtoniana. Em resumo: o elétron é um corpúsculo newtoniano a brincar de esconde- esconde com os físicos modernos. :-)) [ ]'s Alberto http://www.ecientificocultural.com/indice.htm Sent via Deja.com http://www.deja.com/ Before you buy.