From: "SMMT" Newsgroups: pt.ciencia.geral Subject: Re: Velocidade da luz... Date: 2 Oct 2000 10:48:41 +0100 > > > Resta saber a que lógica tu te referes. Qual é a lógica das órbitas > > > permitidas de Bohr? > > conservação do momento angular. simetria esférica. > > Se a coisa fosse tão simples assim tais órbitas não seriam adjetivadas > pelo termo "permitidas". Seriam simplesmente órbitas. A "permissão" > retrata um local onde Bohr assumiu que a teoria eletromagnética pudesse > ser desobedecida e desta forma o elétron, ainda que acelerado, poderia > não emitir energia radiante. Até hoje não se sabe quem assinou o > decreto permissivo :-). Bom ... mas a teoria de Bohr para o atomo de hidrogénio , não é MQ. É um dos primórdios .. um dos que com E = n h niu e o efeito foto eléctrico, levou à defesa da quantificação Da quantização > Independentemente de quem o assinou, trata-se de um dos dogmas de fé a > caracterizar a seita quântica. LOL , esta teve graça "seita quântica" :-)) > > > Qual é a lógica da velocidade da luz de Einstein? > > já disse antes . identidade entre a velocidade de grupo da luz e a > > velocidade máxima da propagação da informação. > > Isto não é lógica, isto é consequência da teoria associada a uma lógica > adaptativa, pois que constatada "a posteriori". Não. O exercício que o JM fez com a galáxia e uma explosão no centro , Eisntein fez com o relógio na torre da igreja. A transmissão de informação contida na luz é que está na base do resto dos postulados do Einstein , inclusive a constância da velocidade no vácuo. >Não há mal algum em se > constatar, "a posteriori", uma obediência lógica. não foi à posteriori. > A constância da > velocidade da luz foi assumida com a finalidade de justificar falácias > observadas na comparação entre a física newtoniana e o eletromagnetismo > de Maxwell. O que aconteceu foi que a suposição da suas constância levou a resultados na justificação de algumas coisas em electromagnetismo. Foi uma hipótese que deu jeito, na altura certa. > > > Qual é a lógica da dualidade da MQ? > > A logica da natureza. > > Um electrão tem de ser considerado uma partícula quando tem > > características de partícula e onda quando tem de onda. > > Neste caso, seguindo-se a lógica da natureza, um avião deveria ser > considerado como um carro antes de levantar vôo. :-) Parece-me que se > está confundindo realidade com percepção da realidade, um erro crasso > muito comumente cometido pelos físicos modernos. não vejo no que se assemelha a analogia do avião ao caso do electrão. > > A diferença ? A interferência. As > > partículas não interferem , as ondas sim. > > Partículas "emitem" campos que agem ou "interferem" com outras > partículas. Tente aproximar dois imãs e notarás algo a assemelhar-se a > esta interferência. O campo não é uma partícula. > > Microscópio electrónico: a prova real de que o electrão tem > > características de onda. > > Ou então que o electrão é uma partícula que emite um campo > electromagnético capaz de agir sobre outros electrões. O electrão é ambas essas coisas. O campo electromagnético que o electrão emite , que é capaz de agir sobre outros electrões é a luz. :: Efeito fotoeléctrico. Mas eu não foi muito rigoroso. Rigorosamente é : "A descrição, dado um modelo ainda aceite, do electrão , aufere-lhe características de onda" Ele´"não é uma onda" O modelo é que assume que se pode descrever como tal. > > > Qual é a lógica do "spin" que não representa um giro? > > não representa , ponto e virgula. > > O spin representa sim um giro. > > E qual é a frequência angular deste giro ? Não se iluda. Estão te > enganando! Assim que engolires todos os dogmas, irão te dizer que este > giro não existe, podes crer. Vejamos... Classicamente o momento angular é definido como L = r x p ( r externo de p ) Quanticamente tb. Classicamente r = (x,y,z) e p = m(Vx,Vy,Vz) Quanticamente não. r=(x,y,z) e p = -ih(d/dx , d/dy,d/dz) Isto porque na descrição quântica , x , y e z , e p são operadores. em MQ não sabes nunca onde está a particula se souberes a seu momento. Donde segundo a descrição da MQ , não podes saber simultaneamente r e p. Mas podes encontrar um operador , L , que de meça aquele produto externo Ou seja, não podes saber as partes individuais , mas podes saber o resultado final da operação. Classicamente p = mv e num sistema em rotação w = r x v donde L = m (r x v ) = m w Sendo w a frequência angular. Mas em MQ , mesmo definindo w=r x v , como p não é mv , então não podes fazer a substituição. E nada podes saber sobre a relação entre L e w Por isso , não vejo onde está a ilusão. Simplesmente não podemos relacionar L com w. Isto não quer dizer que não exista w ... Mas mesmo que se soubesse a relação , seria irrelevante. Já que a lei de conservação é de L e não de w. Por isso em MQ , já nos damos por satisfeitos em definir L Mas mesmo assim em MQ só podes medir L^2 e uma das componentes de L simultaneamente... ( pq comuntam) A MQ tem as suas regras , que derivam de uma matemática de base. Matemática essa que não inventada. Apenas temos de ter em atenção as regras dessa matemática , e as implicações que têm na medição física. Mas o sistema é o sistema , e é independente da observação do Observador. Observar não é interferir. Por muito que os Físicos quânticos gostem de dizer que sim. > > Representa o giro proprio do corpo/partícula .. dai a palavra spin = > > giro. A terra gira em torno dela mesma , ela tem spin. Agora , a > > definição rigorosa de spin não atende ao conceito de giro , mas > > sim ao conceito físico de momento angular. e spin é o momento angular > > próprio. > > Então porque é que não se leva em consideração este "giro" quando se > integra o campo de um "fluido eléctrico" situado num condutor afim de se > chegar à lei de Coulomb para, desta forma, comprovar-se que o campo > seria o mesmo caso todo o "fluido" estivesse concentrado no centro de > massa (ou de carga) do sistema. boa pergunta. >Será que os efeitos electromagnéticos deste giro seriam desprezíveis? Não sei... mas o que sei é que dado que os electrões não tem movimento "orbital" esse campo não tem interacção orbital. Lembra-te que a MQ é boa como modelo para o muito pequeno , não é boa para objectos macroscópicos. Ao tentar usar a MQ "cá fora" é obvio que encontrarás incoerências. > Porque então não são desprezíveis para > o electrão? Será que durante a integração a partícula vira onda? :-)) "integração" ?! que integração ? > > A famosa interacção spin orbita , é exactamente a interacção entre a > > orbita do electrão em torno do núcleo e do electrão em torno de si > > próprio > > ... (o que cria um momento magnético pq o electrão tem carga . E dai > > se fale do momento magnético de spin) > > Tudo isso "vale" no mundo quântico. Nem tudo :-) > Tente passar para o mundo > macroscópico e todo o seu parágrafo se esfacela. LOL MAS claro. a MQ não tem campo de acção no mundo macroscópico. Assim como a física clássica de newton não o tem no muito pequeno. > É aí que entra o > princípio da incerteza e milhares de outros absurdos e/ou incertezas. Não é um absurdo. É uma conclusão logica. Baseada na matemática. Transformada de Forrier. É só isso. Depois vem a interpretação física dessa matema´tica. E ai é que muita gente diz absurdos. > Por outro lado, deixe os dogmas quânticos de lado e o seu parágrafo > passará a ter sentido. Não obstante, e para que faça sentido, você > deverá apoiar-se numa nova física que ainda está em construção e > certamente virá a completar o electromagnetismo de Maxwell (no sentido > de adaptá-lo a partículas) como também enterrar definitivamente a > física absurda que anda por aí. Em construção por quem ? Se meio mundo foi submetido a uma lavagem cerebral , e o outro meio está a tentar salvar os "lavados" , quem sobra para construir a nova física ? > > >Qual é a lógica do espaço curvo? > > É a logica da luz se expandir igualmente, no vácuo, em todas as > > direcções do espaço e tb no tempo. > > Não entendi. A isotropia do espaço não nos leva, por si só, à curvatura > do espaço. Não é a isotropia do espaço ( essa leva à conservação do momento linear ). É a isotropia da propagação da luz no vácuo. > > corpo com Massa tal que a curvatura do espaço e do tempo tornam-no uma > > quase prisão para a luz. > > Sim, mas aí você teria de explicar-me a lógica da curvatura, o que > parece-me que não foi devidamente elucidado acima. :-( Por agora não consigo melhor. > Actualmente construem-se modelos que sabe-se de antemão que não irão dar > certo mas, ao mesmo tempo, constroem-se lógicas a justificarem todas as > falácias que possam surgir a seguir. Quando a lógica falha, adicionam- > se hipóteses "ad hoc". E quando estas não são encontradas, envia-se o > problema para debaixo do tapete. Raciocínio de à lá Hawkings... propagandeado em livros do tipo "romance cientifico" = leia e deixe se levar na incongruência. > E tu ainda dizes que não há "nada de novo"? não. Essa forma de actuar não é Física. > > Ponto 3, dá-me 2 premissas que sejam contraditórias , para a mesma > > teoria e paradigma. > > Postulado X: Um electrão, ao ser acelerado, deve emitir radiação > electromagnética pela teoria de Maxwell. > Premissa 1: Um electrão em órbita é um corpúsculo sujeito a uma > aceleração. > Premissa 2: Um electrão em órbita em torno de um átomo estável não emite > aceleração (observação experimental). Portanto a premissa 2 é um facto ,e tem sobremacia sobre a 1 que é uma ideia... > Lógica clássica: O postulado X e/ou a experiência estão errados (são > incompatíveis). Nop. Ou a premissa 1 está errada. ( nota: quando escreves aceleração , no postulado X , referes-te a modulo da aceleração ao aceleração vector ?) > Lógica contraditória: Existe uma condição em que o electrão mesmo > estando em acordo com as premissas 1 e 2 não chega ferir o postulado X, > pois o electrão está numa órbita "permitida". O termo "permitida" > caracteriza a contradição ao aceitar que o postulado X, > conquanto "verdadeiro", possa ser "algumas vezes" falso. Para mim a premissa 1 está errada e ponto final. Mas a questão não é tão simples. O átomo emite radiação electromagnética proveniente da mudança de movimento dos electrões... > > > > > Num referencial fixo > > > > > a um electrão eu consigo definir parâmetros físicos > > > > dá-me um exemplo de alguns parâmetro desses. > > > Ora, mas são tantos: comprimento, > > qual é o comprimento de um electrão ? > > :-)) > > Neste referencial e, dependendo da natureza do problema, talvez fosse > conveniente dizer que o electrão, em seu maior diâmetro, está dotado de > uma unidade padrão de comprimento. Ainda que no momento não consiga > transformar esse valor clássico em unidades convencionais, posso > raciocinar assim pois o valor atribuído ao comprimento é uma > propriedade relativa a um padrão de medida. Já os físicos modernos não > poderiam dar essa resposta pois eles ainda estão aprisionados à > natureza puntiforme do electrão. E um ponto não tem espessura [e também > não gira! :-)) ]. humm... mas onde foste buscar que o electrão não é pontual ? Ok, ok sei que se assume pontual por uma "convenção" ... mas , nunca neguem viu um electrão "solto" para dizer que tem diâmetro. E já agora , pq esférico ? Pq diâmetro ? Pq não um elipsoide ... ? um cubo até ? Ha algum resultado experimental que precise de supor que o electrão tem um diâmetro ou que é uma esfera ? Ou seja, qual é o fenómeno físico que depende do diâmetro do electrão ( supondo que ele é esférico ) ? Dizes que os físicos modernos pensam no electrão como um ponto. Isso não bem assim. Os físicos clássicos é que pensam nele como um ponto , os modernos pensam nele como um dual onda-partícula. Os ultra-modernos só pensam nele como uma onda.