From: Alberto Mesquita Filho Newsgroups: pt.ciencia.geral Subject: Re: Velocidade da luz... Date: 30 Sep 2000 13:08:17 +0100 "SMMT" escreveu > Electrões Grato pela informação. > Eu não posso estar de acordo com esta visão . > Quando uma pessoa se desenvolve uma teoria ela só tem de ser fiel a > uma coisa: à logica Resta saber a que lógica tu te referes. Qual é a lógica das órbitas permitidas de Bohr? Qual é a lógica da velocidade da luz de Einstein? Qual é a lógica da dualidade da MQ? Qual é a lógica do vácuo quântico? Qual é a lógica do "spin" que não representa um giro? Qual é a lógica do espaço curvo? Qual é a lógica da transformação matéria-energia? Qual é a lógica dos buracos-negros? Qual é a lógica a explicar os resultados da experiência da dupla-fenda? Sim, são todos "modelos que dão certo". Mas dão certo porquê e em que condições? Será que realmente não existem outros modelos menos absurdos e que também dêem certo? E será que realmente esses modelos dão certo? Então para que o tapete? > Uma teoria é construida com base em postulados, e depois desenvolvida > com base na logica. Concordo mas acontece que na prática faz-se o contrário. Postulados são suposições e não contradições. Na realidade, fabricam-se dogmas, cognominados de postulados, a explicarem absurdos; e a seguir "inventa- se" uma lógica para justificá-los. E aí começa-se a produzir hipóteses "ad hoc" em série, cada uma a justificar uma experiência que falseou o postulado assumido. E quando as hipóteses "ad hoc" não dão conta do absurdo, aceita-se passivamente que uma conclusão pode ser admitida através de premissas contraditórias. Pois não foi assim que se assumiu que o elétron, numa "órbita permitida", está "autorizado" a desrespeitar os fundamentos básicos do eletromagnetismo? Que lógica é essa? > os resultados são so resultados , e um cientista não se pode dar ao > luxo de ajuizar sobre eles. Se são absurdos , se vão contra o que se > acredita , isso não é relevante. Pois eu diria que tens tudo para ser mais um físico moderno, se ainda não és. Pena que a física moderna esteja com seus dias contados. :-( > Tendo resultados teoricos, a unica coisa que é relevante é se eles se > verificam na realidade. > Se sim , então a teoria é válida. > Foi isso que aconteceu com a relatividade e com a MQ. > Até hoje , que eu saiba , não existe um resultado que vá contra a > realidade... Procure debaixo do tapete. > > Aliás, por cima da estranheza da mecânica > > quântica, construiu-se toda uma nova lógica, a chamada "lógica > > paraconsistente". > não sei o que entendes por "lógica paraconsciente" "Uma lógica se diz paraconsistente quando admite que uma conclusão possa ser obtida através de premissas contraditórias" (vide http://jlagunez.iquimica.unam.mx/~carlos/aniei98/lmd.html). Na "Enciclopédia de Termos Lógico-Filosóficos" (http://bd1.bn.pt/enci/Prepared/L_list.html) pode-se encontrar alguma coisa a respeito. Ou então em "Dialéctica, logica y formalización" (http://www.eroj.org/lp/papers/hegel.htm). Um curso de pós-graduação em lógica paraconsistente com aplicação à física é ministrado pelo professor Newton Carneiro Affonso da Costa na USP e o "Campo de Orientação" do curso é descrito como: "Lógicas Não-Clássicas: teoria dos modelos para a lógica paraconsistente e teoria de conjuntos extensionais. Fundamentos da Física: axiomatização das grandes teorias físicas e obtenção de teoremas de incompletude e indecidibilidade em física." (vide http://www.fflch.usp.br/df/posgraduacao/dados.html). Trata-se de uma lógica "inventada" com a única finalidade de descaracterizar os absurdos, transformando-os no que tu chamas "resultados que não vão contra a realidade". Se tu gostas de mecânica quântica, certamente dar-te-ás bem com a lógica paraconsistente. Haja tapete!!! :-)) > > Que tal explicarmos o eletromagnetismo através de uma teoria a > > apoiar-se em "partículas geradoras de campos" e não em "fluidos > > elétricos"? Será que a relatividade de Einstein resistiria a essa > > nova teoria? > o electrogmanetismo que aprendi ... supondo que aprendi ... estava > abseado em "particulas geradoras de campos" e não em "fluidos > electricos" .. o campo , esse sim , é uma especie de fluido Sim! Partículas de simetria esférica, ou "bolinhas" a gerarem campos de simetria esférica (Coulomb) e que se transformam em campos de simetria cilíndrica (Ampère) quando as bolinhas "fluem" no que chamam "corrente" elétrica. As "bolinhas" quando em repouso na superfície de um condutor são caracterizadas por uma "densidade" de carga elétrica e quando "fluem" num condutor por uma "densidade" de "corrente" elétrica. Isso não é partícula!!!! Não!!! Isso é nada mais, nada menos, do que em física chama-se elemento infinitesimal de superfície ou de volume, tal e qual aqueles estudados em mecânica dos fluidos; e, em sua expressão mais simples, confundem-se também com o que chamam por "partícula puntiforme". Como se um ponto ocupasse lugar no espaço!!!! Que raios de partícula é essa que sequer ocupa lugar no espaço? E como é que um ponto pode ter giro? Mas se um ponto não pode girar, como é que gera efeitos que simulam um "spin"? Se você não está certo de ter aprendido eletromagnetismo, ou se fostes enganado por teus professores, aprenda então com Maxwell que em seu Tratado de Eletromagnetismo assim se manifestou: "This follows at once from the doctrine which is asserted in this treatise, that electricity obeys the same condition of continuity as an incompressible fluid". Isto foi publicado em 1891. O electrão somente foi descoberto em 1897 e a eletrodinâmica de fluidos não conseguiu explicar porque a idéia de electrão não puntiforme não dava certo com as idéias de Maxwell (que infelizmente, na época, já havia falecido). Começaram então a surgir as discordâncias teórico- experimentais e neste terreno, encharcado por absurdos, foram construídas as duas teorias mais absurdas de toda a história da ciência: a relatividade e a física quântica. > hum... se bem entendo , dizes que a relatividade vai contra a > ciencia ... Jamais diria isso pois tenho profundo respeito e admiração por Einstein. Mas já que o dissestes, não vou desmentí-lo, pois que "hoje" a realidade é essa. > >O tempo passa e as > > teorias caem e a física moderna está muito prestes a cair pois os > > próprios físicos modernos já estão se dando conta de que não > > conseguem mais sustentar-se em seus dogmas de fé. > tais como ...? Por exemplo, o tema que estamos discutindo: o absolutismo da constante c. > > Seria absurdo do ponto de vista da teoria da relatividade de > > Einstein. Um observador, por esta teoria, não pode acompanhar um > > fótão, logo não posso fixar um referencial num fótão. > A física não é feita assim. > Eu nunca vou poder estar no referencial "Galáxia de Andromeda" , mas > isso não me impede de me colocar lá e fazer as contas. Assim não dá para discutir. Vou considerar a comparação como uma piada de mau gosto e "deixar barato". > > (em especial, coisas relacionadas ao potencial retardado e que não > > foram devidamente exploradas pela mecânica newtoniana). > Já agora , isso é ,concretamente o quê ? Refiro-me ao potencial de Lienard-Wiechert, descrito no final do século XIX, e a explicar determinados efeitos relacionados a cargas em movimento. Sem dúvida, desempenha um aspecto importantíssimo no entrelaçamento entre o eletromagnetismo de Maxwell-Lorentz, a mecânica quântica e a teoria da relatividade. A maioria dos "furos" de quaisquer destas três teorias está, de alguma maneira relacionada a este potencial. Vale a pena estudá-lo. Aliás, ele é fundamental para a compreensão da física quântica e para um estudo aprofundado do eletromagnetismo. > > Pela teoria, não há como acompanhar > > um fótão, logo, aceitando a teoria, não posso fixar um referencial > > num fótão. > Mas não o tens de fazer. > Não tens de estar em plutão para saber qual é a sua velocidade Em teoria eu posso me imaginar em Plutão. Não obstante, imaginar-se sentado em um fótão, e ainda assim continuar defendendo a teoria da relatividade, significa não ter a mínima noção do que seja a teoria da relatividade. Não estou me referindo a impossibilidade prática mas sim impossibilidade teórica. E não sou eu quem acha impossível mas aqueles que construíram e/ou aceitam a teoria que tu defendes. > > Num referencial fixo > > a um electrão eu consigo definir parâmetros físicos, assim como num > > referencial fixo à Terra. > dá-me um exemplo de alguns parâmetro desses. Ora, mas são tantos: comprimento, velocidade, aceleração, massa, etc, etc, etc. [ ]'s Alberto http://www.ecientificocultural.com/indice.htm Sent via Deja.com http://www.deja.com/ Before you buy.