
From: "Alberto Mesquita Filho"
To: <ciencialist@egroups.com>
Date: Fri, 28 Apr 2000 22:51:19 -0300
Subject: Re: [ciencialist] Re: Mecanismo da Existencia
-----Mensagem Original-----
De: "Ozelo"
Enviada em: Sexta-feira, 28 de Abril de 2000 18:36
Assunto: [ciencialist] Re: Mecanismo da Existencia
> > "Pelo visto, você, como eu, também não acredita numa gravitação
inata e
> > inerente à matéria."
> Estou dividido entre ser, não ser ou os dois serem um só desconhecido.
Pois eu não tenho a menor dúvida de que o que sei que ainda não sei, cresce,
no decorrer do tempo, segundo uma função diretamente proporcional ao que não
sei se um dia saberei. E o que não sei que sei, é inversamente proporcional
ao meu empenho em saber o que ainda não sei e diretamente proporcional ao
que sei que sei. Mas como sei que o que sei é um quase nada, fica o dito por
não dito. ![]()
> > "Quando utilizo o esquema das treze bolas, na minha visão a
gravitação e
> > o eletromagnetismo já existem.
> Neste caso, cada esfera é massa e carga e somente estas duas?
Na minha teoria do "porco-espinho",
não existem cargas elementares. Elétrons
e prótons criam campos totalmente diferentes do campo coulombiano e portanto
não poderia dizer que seriam cargas no sentido rígido do termo. Não
obstante, como geram efeitos elétricos e magnéticos, vamos aceitar isso como
sendo uma "carga light" no sentido de que possa responder a pergunta da
maneira como foi formulada.
Na minha visão o elétron não gera um campo gravitacional, ainda que, ao
sofrer os efeitos de um campo gravitacional, reflete as "informações
gravitacionais" como que num mecanismo de ação e reação dinâmico, ou seja,
com uma certa defasagem temporal. Poderia então dizer que ele "gera" um
campo refletido, quando situado num campo gravitacional, e capaz de afetar o
agente primário do campo. Não obstante, dois elétrons não se atraem
gravitacionalmente. Qualquer tentativa em definir uma massa gravitacional
deve levar em conta esses efeitos, caso contrário obteríamos
incompatibilidades conforme interpretando-se segundo um ponto de vista ou
outro.
Quanto ao próton ainda estou procurando na literatura por efeitos
experimentais que possam dar alguma luz sob o ponto de vista da gravitação.
Com os dados que disponho, ainda que pouco trabalhados (no momento o
problema está na gaveta, pois surgiram coisas mais fundamentais e
prioritárias, até mesmo para que possa concluir por alguma coisa a respeito)
estou num impasse: 1) Ou eles também não geram campos gravitacionais, a
exemplo dos elétrons; ou 2) Além dos efeitos eletromagnéticos eles geram
também efeitos gravitacionais.
Os nêutrons geram campos gravitacionais (e, talvez, efeitos eletromagnéticos
de ordem diferente dos conhecidos em virtude de seu giro -- não é impossível
que isso tenha alguma relação com o que chamamos "interação forte").
Nêutrons e prótons seriam formados por um grande número de partículas
(férmions, provavelmente elétrons e, talvez, pósitrons) a oscilarem duas a
duas e dispostas segundo três planos a interceptarem um eixo comum e a
formarem (os planos) dois a dois um ângulo de 60 graus. Não tente utilizar
as leis do eletromagnetismo clássico para obter a estabilidade porque não
dará certo. Ou você utiliza a teoria do "porco-espinho" ou deixa o dito pelo
não dito.
Os conjuntos (partículas oscilando em cada plano) não são independentes
entre si, pois possuem partículas comuns (as duas pertencentes ao eixo onde
os planos se interceptam). Esses conjuntos não são, portanto, partículas
elementares, não sendo possível isolá-los; e se pensarmos numa construção
artificial destes conjuntos, eles seriam totalmente instáveis, a menos que
encarcerados num plano, o que me parece impossível do ponto de vista
prático. Cada um desses conjuntos seria o que costumo chamar por "quark
clássico". Esta "partícula" (rigorosamente falando, deveria dizer
"este
conjunto de partículas situado em dois gomos opostos do nêutron") seria a
meu ver capaz de criar um campo tal que, após o nêutron adquirir um tipo
especial de giro, concentraria uma atividade gravitacional atrativa em um de
seus lados.
Ao perder um "elétron polar" o nêutron transformar-se-ia num próton e não
sei se a estrutura oscilante seria mantida, o que seria fundamental para a
gênese da gravitação, como a concebo.
Sua questão refere-se a massa (acredito que gravitacional) e carga. Como
procurei demonstrar, massa gravitacional e carga são coisas complexas e
portanto suas definições não podem ser tão simples quanto pretendem os
físicos modernos (ou seja, a partir da física clássica). Se partirmos de
princípios simples, chegamos em conceitos de massa e carga complexos; por
outro lado, se partirmos de conceitos de massa e cargas simples, chegamos em
princípios complexos como o princípio da relatividade e o princípio da
incerteza. A escolha é sua! ![]()
Do ponto de vista macroscópico "cargas" e "massas gravitacionais"
simplificam-se graças a caprichos da natureza (obviamente obedecendo a
princípios simples). A teoria do
"porco-espinho" mostra como isso acontece
para cargas macroscópicas; não é impossível chegar-se também às "massas
gravitacionais macroscópicas" por mecanismo semelhante.
Respondendo finalmente à pergunta: Uma partícula pode ter massa
gravitacional sem ter carga e vice-versa (encarando-se tanto a massa quanto
a carga no sentido "light" referido acima). Ufa!!!
![]()
Outra pergunta dessas e a turma da ciencialist me "bota pra correr". Com
essa creio que meu "crackpot index" bateu o record.
. Não vou nem
postar as figuras (gifs animados) só pra ver se algum gaiato tem
coragem de
as solicitar.
e ![]()
> Sua visão sugere a origem de algo como sendo a interação entre dois algos
> ou dois algos sugerem ser a interação da origem de um algo? :o)
Um "algo1" (partícula) em condições especiais gera outro
"algo2" (campo); um
"algo1a" e um "algo1b" interagem
entre si através dos seus "algo2", não
sendo impossível que o "algo2a" e/ou "algo2b"
seja(m) nulos. Se um dos dois
algo2 for diferente de zero, haverá sempre uma interação graças à
incidência
seguida de reflexão (ação e reação). Aliás, a experiência das duplas fendas
pode ser explicada por essa reflexão em que um "algo1" emite
um "algo2" que,
ao refletir nas bordas de um dos orifícios, alcança o "algo1"
que passou
pelo outro orifício, dando origem a famosa interferência cruzada. Se um dos
orifícios estiver fechado a imagem de interferência será simples, pois o
"algo2" não passa para o outro meio através do orifício
fechado. ![]()
> Permitiremos ser nós mesmos conscientes
> de que não passamos e jamais seremos algo além de um simples ping-pong
> cósmico inevitável,...
Se o universo for eterno da maneira proposta, sempre haverá uma galáxia mais
próxima do centro do Universo (ou da panela de pressão) do que a nossa.
Será então suficiente descermos de nossa galáxia e viajarmos numa
supervelocidade em direção a essa galáxia mais central (a velocidade poderia
ser superior à da luz, pois a teoria proposta não supõe como verdadeira a
relatividade -- aliás, ela se contrapõe à relatividade). Ora, quantos
bilhões de anos passarão até que nossa Galáxia torne-se inviável? Até lá a
nossa ciência não mais estará na idade da pedra e poderemos saltar de
galáxia para galáxia à vontade por "omnia saeculae saeculorum".
![]()
> Devemos acreditar em Deus?
A fé é sempre uma questão de opção, e a fé religiosa não foge à regra.
Aqueles que necessitam da ciência para acreditar em Deus são os homens de
pouca fé. Aqueles que duvidam de Deus por argumentos científicos são os
homens de pouca ciência. Não há como misturar ciência e religião a não ser
através de frases soltas e de significado analógico como aquela proferida
por Einstein: "Deus não joga dados". Fora isso, faça a sua opção e seja
feliz, pois é isso o que importa.
> porque
> damos tanto valor às nossas existências individuais se já sabemos que
> individualmente jamais seremos algo mais que um grão de pó? Acho
> importante diante do sentimento de viver ter consciência de que nós
> individualmente somos nada e esse nada só será algo se coexistir e não só
> participar do que hoje chamamos de evolução do Universo. Não é um caso de
> se pensar no futuro e sim um caso de pensar numa escala que cubra muito
> mais do que um simples século.
Com efeito. Não obstante, acho que o socialismo só tem sentido à medida que
não despreza o individualismo.
> De onde és Alberto?
Nasci em São Carlos (SP), 1942, e moro em São Paulo (bairro da Mooca) desde
os 5 anos de idade.
> E onde anda o Belisário? :o)
Pelo que eu soube ele foi tirar uma unha encravada em Curitiba e ainda não
voltou. ![]()
[ ]'s
Alberto
http://www.ecientificocultural.com/indice.htm
Vide continuação do tema Gravitação em msg37
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